Tuesday, 15 December 2009

That's just me...

It makes me tear out my hair, jump around and scream wildly when people say the CAUSE of agricultural marginalisation is the gentrification happening in rural areas!

Monday, 14 December 2009

Os 3 bloqueios à aprendizagem

Segundo Coenrad van Houten existem três bloqueios fundamentais que fazem com que as pessoas resistam à aprendizagem ou tenham sérias dificuldades em aprender algo de novo...

Bloqueio do pensamento - basicamente corresponde à dificuldade em superar as nossas ideias feitas e pré-concebidas sobre o mundo. Em vez de estarmos abertos para perceber como o mundo realmente é, aplicamos os nossos modelos mentais, para fazer sentido das coisas sempre de acordo com o familiar.

Bloqueio emocional - aprender alguma coisa nova requer admitir que não se sabe já, e confrontar essa realidade sobre nós próprios pode ser muito difícil. Aprender envolve sempre um reality check entre o que nós pensamos que nós somos e a realidade. Portanto, é mais aprazível estar quieto.

Bloqueio da vontade - para aprender, por um lado é necessário querer aprender, e por outro, complementarmente, é preciso que queiramos intervir no mundo, para admitirmos que é necessário desenvolvermos novas capacidades e conhecimentos para podermos agir melhor. Mas para querermos aprender e intervir no mundo precisamos de ver um sentido naquilo que fazemos e ter a coragem para tomar os riscos associados ao agir.

Friday, 4 December 2009

What do these men have in common?







Richard Douthwaite, Zeca Afonso and John Seymour

Tuesday, 1 December 2009

Economic poetry

"Economists argue that all the world lacks is
A suitable system of effluent taxes.
They forget that if people pollute with impunity
This must be a symptom of lack of community."

Boulding, 1972

Tuesday, 24 November 2009

Schuhu Sprache

"Seltsam, manchamal dachte ich sogar ich verstuende ihn."
"Unmoeglich. Die Schuhu Sprache zu beherrschen ist das Resultat eines Lebens voller Muehsal und Plagen."

Der Schuhu, Peter Hacks.

Schuhu Sprache = useless scientific jargon

Tuesday, 17 November 2009

A ray of hope in the EU parliament

Look at this advisor to the Green party on agriculture and food policy:
http://www.hanneslorenzen.eu/hannes_lorenzen_019.htm

Really good to know there are people like him having a stake at the Eu parliament.

Friday, 13 November 2009

Black list item

The International Food Policy Research Institute (IFPRI) is now officially on my black list.

I could in fact smell who funds them. You recognize the devil by its smell, isn't it?

Thursday, 29 October 2009

Crucial question

What are the forces opposing the development of sustainable agriculture?

Friday, 23 October 2009

The Goose and the Commons

The law locks up the man or woman
Who steals the goose from off the common
But leaves the greater villain loose
Who steals the common from off the goose.

The law demands that we atone
When we take things we do not own
But leaves the lords and ladies fine
Who take things that are yours and mine.

The poor and wretched don’t escape
If they conspire the law to break;
This must be so but they endure
Those who conspire to make the law.

The law locks up the man or woman
Who steals the goose from off the common
And geese will still a common lack
Till they go and steal it back.

17th century protest against English enclosure

Monday, 28 September 2009

Sustainable agriculture and the land question - some notes

For sustainable agirculture to be developed it is key that newcomers to farming have access to land. Land access is a major barrier for young people who want to work in sustainable agriculture not being able to establish their own farms. Collective access to land can overcome some of the difficulties related to land access.

A problem that existing sustainable farms are facing is that, if they have to be sold, it is likely that they will not be maintained under sustainable agricultural practices, and therefore much of the benefits built up during sustainable management are lost again (such as built up soil fertility). Therefore it is important that land keeps under sustainable production methods into the future, regardless of who farms it. Group ownership of land can help resolve this, with contracts that assure that the land is kept under sustainable management, regardless of who the farmer is at a particular moment.

Examples of community connected agriculture are some CSA farms. The land is owned by shareholders who cooperate with the farmer to define production and management practices and receive a share of the harvest. One view put forward is that of a large farm, with a number of employees, that is owned collectively by the nearby community, which it feeds and to which it provides environmental services and leisure ammenities.

Sunday, 27 September 2009

Directiva UE de higiéne no sector alimentar

Pelo que ouvi recentemente por uma pessoa competente na área, a directiva de Higiéne na área alimentar da União Europeia permitia que os estados-membros estabelecessem um regime especial para produtos transformados de pequenos produtores, com a simples condição de que produtos que não correspondessem às regras exigidas para a transformação industrial tinham que ter uma data de validade mais reduzida do que os restantes produtos. No entanto, a maioria dos estados-membros optou por não por em prática essa possibilidade de ter um regime especial para produção de pequena escala. Porque? Parece que nalguns países o lobby das indústrias transformadoras fez com que esse regime especial não fosse relamente discutido e posto em prática, pois não interessava essa concorrência dos pequenos produtores.
Portanto esta história mostra que quem é culpado pelo excesso de regulamentação de higiéne e segurança alimentar, inadequada para pequenos produtores, afinal não é a UE, mas sim o nosso próprio governo, que não aproveitou as possibilidades de manobra que tinha. Parece que entretanto, com a maioria dos pequenos produtores e transformadores já falidos, é que houve reconhecimento da importância dessa possibilidade de manobra e foram feitos alguns esforços para adaptar as regras de higiéne e segurança alimentar aos pequenos produtores & transformadores em Portugal (por ex. nas "cozinhas tradicionais"). Mas o que é certo é que muita gente fez investimentos enormes que agora com a mudança da legislação afinal foram em vão, e muitas pessoas simplesmente desistiram porque não tinham capacidade de se adaptar às exigências descabidas e de facto desnecessárias do ponto de vista legal.

Thursday, 17 September 2009

Permaculture - a detail


Main forms of sustainable agriculture, in their relation to markets and levels of biodiversity. Not the ideal of each, but how they seem to be now. Translated from Guzmán-Casado et al., 2000.

Reflecting upon this figure in Sevilla-Guzmán's book on agroecology I came up with the concept of "post-partum spirituality". The basis and principles of permacuture come from natural science, biogeography and the likes, the spiritual aspects that the movement tries to develop seem to be independent and post-hoc additions, that do not really flow into the making of permaculture.

Wednesday, 16 September 2009

~ A parte é maior que o todo ~

Tuesday, 15 September 2009

Os CP na Inglaterra

Fui à estação de caminhos de ferro na cidade de Colchester pedir informações sobre viagens de comboio para a Alemanha. Disseram-me "Nós não temos informação sobre viagens internacionais." "Talvez encontre informação na lista telefónica".

...e ainda há quem diga que Portugal é um atraso de vida. ;-)

Wednesday, 9 September 2009

Obrigatoriedade de rega

Parece que nas zonas que beneficiaram de investimentos públicos para instalação de regadio, os proprietários de terrenos rústicos ficam obrigados a fazerem uso produtivo das infraestruturas de rega. Concretamente: são obrigados a regar ou então incorrem numa contra-ordenação teoricamente punida por lei.

Porque este pequeno detalhe legislativo?
Tem que se assegurar que o investimento público não tenha sido feito em vão! O pensamento não é: "Onde é que as pessoas querem regar? Vamos dar uma ajudinha." Mas - "já que gastamos esta pipa de massa em infraesturturas, as pessoas têm obrigatoriamente que aproveitar."

Tuesday, 8 September 2009

Compras de intervenção

"A compra de intervenção de manteiga e de leite em pó desnatado por concurso mantém-se aberta até dia 30 de Novembro de 2009, de acordo com o Regulamento (CE) nº. 733/2009, de 11 de Agosto de 2009, que adopta medidas de emergência para o mercado do leite e dos produtos lácteos.
O prazo para a apresentação de propostas relativas ao concurso especial termina às 11h00 (hora de Bruxelas) da primeira e da terceira terças-feiras de cada mês.Se a terça-feira for dia feriado, o prazo termina às 11h00 (hora de Bruxelas) do dia útil anterior."
IFAP 20-AUG-2009

Parece que voltámos aos anos 80.

Monday, 7 September 2009

Timo dichtet

"Darum lieb' ich alles was so pfui Teufi ist,
weil mein Schatz eine
Nackt-nackt-schnecke ist."

Timo dichtet, mit 2 Jahren.

Friday, 28 August 2009

Interview setting

By chance this happened to be the setting of my latest interview. On the way to the village I asked for the way, the person sitting next to the street guarding the goat said his name and: "I'm your interviewee". So I sat down and we talked. (click picture to enlarge)

Sunday, 23 August 2009

Selige Sehnsucht .pt

Saudade bendita

Dí-lo a ninguêm, somente aos sábios,
Pois a multidão zomba logo:
Quero louvar o vivente
Que aspira à morte no fogo.

Nas noites de amor, em sua fresucra –
em que geraste, em que foste gerado –
apodera-se de tí um obscuro sentimento,
quando a vela silenciosa alumia.

Já não continuas prendido
nas sombras da escuridão
E arrasta-te uma nova aspiração
De gerar coisas mais altas.

Não te detêm as distâncias,
Vens a voar e a correr,
E, em fim, ávido pela luz,
Borboleta, acabas por morrer.

E enquanto não possuis
Este morrer para vir a ser
Serás apenas um torpe visitante,
Nesta terra escura.

Goethe

Sunday, 16 August 2009

Kárpátia - Tábori posta

A velhinha que mudou de nacionalidade sem se mexer do sítio. Ouvi que houve gente no sul da Eslováquia que não saiu da aldeia a vida toda, mas mudou 5 vezes de nacionalidade.

Kárpátia - Ugye gondolsz néha rám

Thousands of Hungarians are living outside the frontiers of Hungary, as a result of the redistribution of their territory after WWI. Suddenly they had a new passport and had to talk another language. They still haven't adapted to the change and there's a lot of resentment against the neighbouring countries who gained Hungarian territories. That's the background to this kind of nationalistic music. Difficult situiation, but I'm sure the worst idea is to promote nationalism and fuel the fire, as Kárpátia seems to do. Nevertheless, not understanding all they say, I must confess to be partial with regards to deep voices and all forms of longing for freedom and liberation.

Tuesday, 28 July 2009

Prémio ao arranque da Vinha

Desde que vi o primeiro póster a anunciar o "Prémio ao arranque da vinha" tive um fascínio perverso por esta medida da PAC. Como é que é possível que se possa ter chegado ao ponto de dar dinheiro, e não pouco, a quem destrua as suas vinhas? Quanto mais produtivas, maior o prémio, (como podem ver na tabela em baixo) para que realmente valha a pena para o produtor.


Ao mesmo tempo continua a haver subsídios de apoio à instalação de vinhas. O objectivo é livrarmo-nos da sobreprodução de vinho e aumentar preços e qualidade do vinho. E que consequências é que isto terá em termos de sustentabilidade ecológica da produção vinícola? Se vamos concentrar a produção de vinho nas áreas "mais competitivas" e com as tecnologias mais produtivas, o mais provável é que as práticas sejam ecologicamente menos sustentáveis e a produção de vinho beneficie a um menor número de produtores, do que acontecia com uma produção menos centralizada e concentrada.

Parece-me que vão ser os velhinhos do interior que estão com dificuldades financeiras que lá fazem o sacrifício de arrancar as suas vinhas antigas. Recebem mais dinheiro de uma vez do que em vários anos a venderem as uvas à adega cooperativa. Ainda para mais com as adegas a pagarem aos produtores com anos e anos de atraso. Assim os proprietérios de vinha que não conseguem deixar de tratar da vinha enquanto ela existe, como ela só dá prejuízo decidem arrancá-la. A ideia é que as vinhas de castas menos valiosas sejam arrancadas e certas castas de alta qualidade serem plantadas, mas os velhinhos apenas arrancam para se livrarem do problema de uma vez por todas. Ouvi dizer que no concelho de Figueira do Castelo Rodrigo as vinhas quase todas vão desaparecer.

Acontece que as vinhas têm que estar legalizadas para que o proprietário possa receber o prémio ao arranque da vinha. A legalização é bastante cara, às vezes superior ao prémio ao arranque da vinha. Mas uma vez que o agricultor foi ao ministério dizer que quer arrancar x hectares de vinha, da qual y hectares não são legais, fica obrigado a legalizá-las. Às vezes os agricultores ao conhecerem melhor as condições do prémio decidem que não querem arrancar, mas já disseram que tinham vinha ilegal, então têm mesmo que fazer e pagar o respectivo registo.

A medida de manutenção da agricultura em áreas desfavorecidas tem um prémio máximo de 350€ por hectare por ano (em áreas Rede Natura), sendo a área mínima necessária para aceder ao apoio 1ha de Superfície Agrícola Utilizada (SAU).

Monday, 20 July 2009

Good will or ill

One thing that I've noticed, but can't in any way proof or assume to be a fact, is that in this lovely garden next to the sea (Portugal) things work exclusively out of good will or they simply don't. 'No one' feels bound to keep up their promises, or better, 'no one' feels like promising anything, 'cause 'they' follow the whims of the moment and hate nothing more than to commit to something or being held responsible.

When I've worked in the NGO here it was very obvious. "Let's see what happens" was sort of the major conclusion of all meetings set up to solve a specific problem. "Who does what?" was a tabu question. Volunteers might say "I'll try to do XYZ." But they would say it in a way like "I might have the generosity to contribute by doing XYZ", but giving no certainty that they would actually do it. Therefore it would be very impolite to ask next meeting "Have you done XYZ?". No, we would have to wait, talk about the problem and hope the person would by himself reveal whether he did XYZ or not. It was impossible to organize, because no one could be held responsible for doing anything, so tasks could not be shared effectively.

Quite common, very commonly, people help freely in the way they feel to be right, they might give generously all their harvest. But if you ask them for one single potato they feel cornered and that the impossible is being asked from them. In consequence they become defensive. "How do you dare to ask me for the poatato that is lying forgotten in a corner?" And they will pretend they are forgetful, they can't bend to pick it up and whatever, just to not do what you kindly asked them. They love being generous and doing things out of good will, and they do loads of things like that. But if you ask them to please do something, the good will evaporates as fast as frozen nitrogen in room temperature.

I remember that friends found it even impolite if, sitting in their car, I asked where they were driving to. One clearly always ignored the question, never replied. Maybe he felt this as an afront, that I did not trust him to drive to a good place or that I was trying to interfere in his decision to drive somewhere, when in fact he was being so generous to take me with him.

Am I making an elephant out of some minor and unrepresentative anecdotes?

Monday, 6 July 2009

Wednesday, 1 July 2009

Década de Salomé

Década De Salomé
(José Afonso)

Vai terminar esta prosa
Estamos na década de Salomé
Será o Apocalipse
ou a torneira a pingar no bidé?

É meio dia dia de feira mensal
em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage

Estamos na Europa civilizada
já cá faltava uma maison
pour la patrie p'lo Volkswagen
acabou-se a forragem
viva o patron!

Já tem destino esta terra
vamos mudar para o marché aux puces
o tempo das ceroilas está no fio
agora só de trousses.

É meio dia dia de feira mensal
em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage.

Saem quarenta mil ovos moles
Vilar Formoso é logo ali
faz-se um enxerto
com mijo de gato
Sola de sapato
voilá Paris!

Aos grandes supermercados
chega cultura num bi-camion
Camões e Eça
vendem-se enlatados
lavados com «champon»

É meio dia dia de feira mensal
em Vila Nogueira
Estamos na década do bricolage
Diz o jornal que um emigra
morreu afogado em Mira
Antes da data
Do mariage

Estamos na Europa
radarizada
já cá faltava uma turquês
para o controle do bravo e do manso
vivaço e do tanso em cada mês!

A fina flor do entulho
largou o pêlo ganhou verniz
Será o Christian Dior
o manajeiro a mandar no país?

Estamos na Europa do «estou-me nas tintas»
nada de colectivismos
chacun por si,
meu e chcaun por soi
tê vê e cama depois da esgaça
até que lhes dê a traça
a culpa é toda do erre Hagá.

Levam-te à caça dos gambuzinos
com dois ouriços
em cada mão
ai velha fibra do bairro de Alfama
a carcaça do Gama vai a leilão!

Feeding the world or letting it feed itself

"Moreover, we agree on promoting solutions to help the world feed itself, to enable communities to produce their own food instead of solutions of those who aim at feeding it. And this is because we defend the rights of the peoples to define and control their food and food production systems, local, national, ecological, fair and sovereign. In fact, that is food sovereignty: the ability for people to choose what and how to produce, and how to trade it. "

La Via Campesina

Thursday, 25 June 2009

Round-up resistant Amaranth

It seems to be true: the gene that makes soy-beans round-up (glyophosfate) ready has been accidentaly transferred to wild amaranth, which is now spreading in genetically modified soy fields all around America and cannot be controled. Apparently farmers have to give up thousands of acres of soy plantations because they can't control the amaranth weed. Amaranth, at the same time, is an amazing, fast growing and nutritious plant that was widely used in the diet of native Americans. Maybe it is conquerring it's place back again, while it's hopefully kicking out GM soy. Monsanto ought to compensate farmer's who are loosing their crops because they believed in the purposefully misleading claims of Monsanto.

MANAGING GLYPHOSATE-RESISTANT PALMER AMARANTH IN ROUNDUP
READY SOYBEANS

Kichler, J.M.1*, Prostko, E.P.2
1Macon County Cooperative Extension, The University of Georgia, Oglethorpe, GA 31068
2Department of Crop and Soil Sciences, The University of Georgia, Tifton, GA 31793

Introduction

Glyphosate-resistant Palmer amaranth (Amaranthus palmeri) was confirmed in Macon County, Georgia in 2005 (Culpepper et al, 2006). Initially, GR-Palmer amaranth was confirmed on 500 acres in Macon County in 2005 (Culpepper and Brown, 2006). Since 2005, this pest has spread very quickly across Georgia. As of May 2008, 20 Georgia counties have confirmed GR-Palmer amaranth populations. (Culpepper, 2008). Palmer amaranth can grow one to two inches a day and a single female can produce 500,000 seeds making this pest hard to control with postemergence herbicides (Culpepper et al, 2007).
In 2005, it has been estimated that 87 percent of the soybeans planted in the U.S. were herbicide tolerant varieties. Growers have reduced the use of residual herbicides in herbicide tolerant crops and have depended more on postemergence herbicides for weed control. Weed management programs recommended to control glyphosate-resistant Palmer amaranth depends on the activation of residual herbicides and timely postemergence herbicide applications. Dryland producers struggle getting residual herbicides activated making Palmer amaranth management difficult.

Monday, 22 June 2009

Words guide

For the thing I'm studying - the decline of small-scale and extensive farming - there are many different words used to talk about it, and according to what wording I choose, I have a completely different approach, different questions.
I tend to use "agricultural marginalisation", this phrase springs from the prespective that the economic difficulties agriculture is facing are a result of economic policy drivers. But in order to talk with people about it in an easily understandable way, I've been using "land abandonment" in my interviews. But land abandonment has a different flavour to it: it is related to land-use and land-use change. The perspective of land-use change does not seem to be addressing the economic and political causes of it, nor the particular situation of farmers. For talking with farmers about the situation I think the most adequate term is "The difficulty farmers have for making a living from agriculture". And this phrase again, leads to different questions than "agricultural marginalisation" or "land abandonment" do. The definitions and phrases used guide the direction of the research...

Thursday, 11 June 2009

Projecto escola

Algo relativamente aborrecido é quando as pessoas que eu entrevisto pensam que o meu trabalho é tipo área escola. Lembram-se daquelas coisas que se andava a brincar a entrevistar as pessoas e o objectivo era conhecer o artesanato da região e como se fazia as coisas "no antigamente"?
Então fiz uma entrevista com intenções políticas radicais (coff, coff) e responderam-me se eu não queria apontar o nome das várias peças de artesanato produzidas e das ferramentas usadas. Apontei tudinho para não desanimar o entrevistando. :-)

Thursday, 4 June 2009

PhD cosmology

PhD is a warming-up exercise.

Monday, 1 June 2009

Magdaneni

My hungarian grand-aunty rediscovered.

Thursday, 14 May 2009

Refresco de tojo

Terça-feira passada a minha colega organizou um almoço de plantas selvagens aqui na Universidade de Essex, como parte de um seminário sobre utilização de plantas selvagens. Apesar de não ser uma altura do ano em que haja frutas, nozes, raízes ou assim por cá, ainda conseguimos montar um bufet engraçado. Eu estava com antecipação para ver as caras quando as pessoas iam provar aquelas sandes de dente-de-leão, aquela tarte de urtiga e claramente a salada universitária (plantas que apanhámos meia hora antes aqui no parque da universidade). Mas as pessoas estavam super curiosas e interessadas e até houve quem bebeu sem cuspir o meu refresco de tojo. Pois, eu fiquei encarregue daquela receita para fazer refresco de tojo (Ulex europaeus), que não aconselho a ninguêm repetir, mas a ideia básica é aplicável a outras plantas/flores também. É basicamente por as flores cobertas por água a ferver uns minutos, filtrar a mixórdia, adicionar açúcar qb e ferver mais um pouco. Pode ser guardado assim em garrafas esterilizadas e bem fechadas. Depois para beber é só adicionar água. Assim pode-se preservar por exemplo a fragrância das flores do pirliteiro e do sabugueiro para as tardes de Agosto.

Utilizar as plantas selvagens à nossa volta é uma maneira de conhecermos melhor o ambiente que nos rodeia e querendo utilizar as plantas vamos ficar mais atentas ao seu ciclo de vida e descobrimos os habitats em que crescem. Também costuma ser uma actividade social colher plantas selvagens. Colher míscaros ou castanhas no outono pode ser uma ocasião de reunir com familiares e amigos. E aqui no Reino Unido é uma maneira de conseguir algumas vitaminas, que quase que desaparecem dos legumes e das frutas importadas, produzidas em explorações indústriais, até chegarem cá.

Wednesday, 13 May 2009

O Giracídio

Já ouviste falar do Giracídio?
Foi uma altura (nos anos 90 e até 2005) em que os incentivos financeiors /subsídios para a produção de girassol eram tão elevados que muitos agricultores deixaram de cultivar aquilo que eram as culturas adaptadas aos seus terrenos e começaram a cultivar girassol. Mas aqueles terrenos não eram muito adequados ao girassol e a produção não era muita, os preços de venda tão baixos que não valia a pena fazer a colheita. Então os agricultores só deitavam a semente, deixavam o girassol crescer um pouco e mais tarde passavam com uma grade e enterravam aquilo tudo outra vez. Ganhavam mais assim do que cultivando alguma cultura que estivesse adaptada àquelas terras.

Viva a política agrícola! Sempre!
:-(

Monday, 11 May 2009

Dressed up tribesman

The husband of a friend of mine had to go to Uganda to meet some people from a tribe. The local government officials told the tribesman that was going to meet the foreigners that he should dress something, not go naked as they would usually do. Okay, no problem. The tribesman found a tie and an old jacket and that's all he wore on the meeting. He was very comfortable like that, as he believed he was absolutely properly dressed.

Friday, 8 May 2009

Incredible

"If you go now to that village there is only one person, the other two are having lunch in the elderly home next village."

Thursday, 7 May 2009

Fresh water

I love natural rivers.
This one is next to Moura Morta, Castro Daire.

Para votar

Finalmente um poll realmente divertido e inspirador!

http://uma-mesa-redonda.blogspot.com/2009/04/por-que-mente-e-quem-mente-julio.html

Pontapé aos Índios, venham os Come ones

Zona vai ser palco de construção de 8 hotéis de luxo
Lagos: Índios da Meia Praia pedem requalificação dos bairros onde vivem há 40 anos
24.04.2009 - 11h02 Cecília Malheiro, Lusa

Com a chegada de oito hotéis de luxo à Meia Praia, em Lagos, os pescadores conhecidos pelos Índios da Meia Praia reivindicam uma requalificação sustentável para os bairros onde vivem há cerca de 40 anos.O primeiro hotel de luxo a abrir na Meia Praia já este sábado, às 20:00, é o Vila Galé Lagos, um quatro estrelas superior dedicado ao mundo da moda e com cerca de 30 milhões de euros investidos pela segunda cadeia hoteleira mais importante do país. Em declarações à Lusa, o autarca de Lagos, Júlio Barroso, adiantou que estão na calha mais sete hotéis no âmbito do Plano de Urbanização da Meia Praia (PUMP), sendo dois deles projectos Potencial Interesse Nacional (PIN). Os hotéis de luxo são vistos com agrado pelos habitantes do típico Bairro 25 de Abril, mas o presidente da Associação de Moradores apela ao autarca de Lagos para que em vez da desactivação progressiva do bairro se aposte numa requalificação do bairro dos pescadores em pólo turístico. "Vemos com bons olhos o aparecimento de empreendimentos hoteleiros, porque traz mais investimento para a nossa zona e emprego, mas como isto é uma aldeia típica e antiga, a Câmara devia preservar o local e transformá-lo num ponto turístico a visitar", defendeu José Bartolomeu, presidente da Associação de Moradores da Meia Praia. Segundo José Bartolomeu, o presidente da Câmara de Lagos devia "pôr olhos na aldeia, que tem quase 40 anos e onde há pessoas muito antigas a viver, e devia transformar o local num sítio a visitar". Júlio Barroso disse à Agência Lusa que foi decidida a desactivação progressiva dos bairros da Meia Praia, contudo alega que "está tudo em aberto" e que a hipótese de uma requalificação dos bairros dos pescadores pode ser viável. "O que está lá não honra Lagos, nem o país, mas a vida é uma dinâmica e não descarto a hipótese de requalificar os bairros", disse. Além do Vila Galé Lagos, cujas obras exteriores estão a ser ultimadas esta semana para a inauguração no dia 25 de Abril, e com a provável visita do primeiro-ministro José Sócrates, está também em construção na Meia Praia o Iberohotel de cinco estrelas e que deverá terminar obra em Abril de 2010. Os projectos PIN Palmares - com um aldeamento turístico, um hotel e o campo de golfe - e o Meia Praia Baia Resort - constituído por um hotel, um suite hotel e um apartotel - estão ambos previstos abrir em 2012. Com o Hotel Meia Praia (antigo Hotel Azul), também do grupo Palmares, e o Hotel "New Paradigme" estão previstos um total de oito unidades hoteleiras no PUMP. A Câmara de Lagos aprovou recentemente o plano de pormenor na zona da estação de caminho de ferro e está previsto ainda para a zona da Meia Praia outros dois empreendimentos de investidores espanhóis. No Bairro 25 de Abril há cerca de 50 casas com anexos e cerca de 220 pessoas a viver nelas, mas uma parte dos habitantes - a segunda geração dos índios da Meia Praia - já partiram para bairros nos arredores da cidade de Lagos. "Os novos vão embora e ficam os velhos. Esta comunidade vai deixar de existir se não deixarem fazer obras nas casas ou se não existir uma requalificação amiga do ambiente", alerta o índio da Meia Praia, José Bartolomeu. Manuela Rosa, 60 anos e há 41 anos a viver ao lado do mar da Meia Praia não concorda em ter que largar a sua casa e diz que dali não sai para nenhum apartamento. "Tenho problemas de pernas, não posso subir escadas", riposta sentada numa das cadeiras do Café Larita, o único do bairro, onde há bolos frescos e sumos Caprisone e onde se pode jogar às cartas e bilhar. Também Pedro Romão, um "índio de segunda geração", demonstra desagrado em estarem a separar a comunidade piscatória. "Não tem jeito nenhum, separarem-nos e porem-nos em apartamentos", lança atrás do balcão do Café Larita. Os índios da Meia Praia foram cantados pelo músico José Afonso, que lhes dedicou uma canção. Inicialmente a população vivia em barracas de colmo e depois passou para casas de tijolo erguidas após o 25 de Abril com dinheiros do Estado português a fundo perdido através do SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local). O Plano da Urbanização da Meia Praia foi aprovado em Julho de 2007 pelo Governo, uma medida que veio permitir a construção de hotéis de quatro e cinco estrelas naquele areal.

Wednesday, 6 May 2009

Populu Vivu - I Chjami Aghjalesi

Finally on You Tube!...

Ghymes - Álom elé

"Álmos vagy,
Este vagyok.
Álmod van,
benne vagyok."

Dívida externa de Portugal

Debt - external:
$461.2 billion (31 December 2007)


GDP (official exchange rate):
$255.5 billion (2008 est.)

https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/po.html

Tuesday, 5 May 2009

Pequenas pérolas

Extratos de entrevistas:

"Depois pedimos a raposa para definir boas práticas para as galinhas."

"Estamos a viver numa anarquia madura."

"Eu já não vou muito por aquilo que leio."

"A Espanha andou 600 anos a tentar tomar conta de Portugal militarmente e não conseguiu, e agora economicamente já está a conseguir."

"O neo-rural estrangeiro secalhar é um filho do Maio de 68, e o Português que está lá é o mais conservador do mundo. Por isso o neo-rural é visto como uma curiosidade, uma coisa que se estuda pelo absurdo, mas não como um exemplo a seguir."

Friday, 24 April 2009

Transhumance and vultures

The role of traditional farming practices in ecosystem conservation: The case of transhumance and vultures
Pedro P. Oleaa, , and Patricia Mateo-Tomásb,

Abstract
Transhumance is a traditional livestock practice based on the movement of livestock between winter and summer pastures with importance placed on biodiversity conservation. We analyzed the transhumant activity of sheep and cows in the uplands of the Cantabrian Mountains, NW Spain, and its influence on the ecology and management of the griffon vulture, a scavenger with a relevant ecosystem function. For the first time, we provided strong evidence of the close relationship between vultures and transhumance, which was previously only suggested. Vultures occupied roosting sites very close to the summer pastures and often consumed livestock carcasses. There was a strong spatiotemporal adjustment in the use of these mountain areas by transhumant livestock, especially sheep, and vultures. The number of transhumant sheep and cows within 10–12.5 km around the roosts were the best predictors of vulture occurrence and abundance, respectively, in generalized linear mixed models. Our estimates of potentially available food from livestock carcasses for vultures indicated that our study area can maintain important griffon vulture populations through a system based on traditional livestock farming including transhumance. Thus, transhumance is able to influence the top of the ecosystem (scavengers) and could aid in sustainable management of griffon vulture populations. In our study area, transhumant sheep were reduced by 62% in the last 15 years and only 20% of summer pastures are now occupied. The potential impact that the ongoing loss of transhumant activity could have on mountain ecosystem conservation should be assessed and taken into account by the new European Common Agricultural Policy.

in Biological Conservation, April 2009

Thursday, 23 April 2009

O que se diz por aí

Numa entrevista recente ao arquitecto paisagista Ribeiro Telles. Se não fosse eu bióloga a meter-me em sociologia rural e tal, aconselhava que cada um se pronunciasse apenas sobre a área de que percebe...

Quer dizer, por amor de Deus, agora é a expansão da floresta que está a dar cabo da agricultura e são os velhinhos a emigrarem para as cidades! Onde é que já se viu isso? Em Portugal não. E não é a morte das aldeias que leva à morte da agricultura. Ao contrário, o assassinato da agricultura (por pontapé, esfaqueamento e negligência) é que dá cabo das aldeias.

Espero muito que tenha sido um malvado jornalista que não percebeu nada do que esteve a escrever que distorceu a informação...

The good and the evil or Dichotomies down the river

When I started research on social construction of land abandonment I believed there would be a couple of key issues that would split my interviewees neatly into two categories: the Good and the Evil. The ones worried over land abandonment and wishing to keep farming in the mountain areas, and the ones who didn’t think agriculture had a role to play in mountain areas and other functions could substitute it without much loss. I started exploring the issue with qualitative interviews and soon felt that I was not prepared to immediately work out the key issues that would allow me to separate my sample into several sub-groups. Therefore I gave up the idea of designing a questionnaire to pursue that investigation; in a quetsionnaire I would have to force people into different categories, which I didn’t know yet, and address key issues, which I didn’t know either which they are. Therefore I continued with qualitative in-depth interviews.

I had some questions though that I thought would allow me to split my sample into categories. I believed there are some key issues, such as competitvity and self-suffciency that would probably not be supported together. My rationale: who thinks it is important that farming is competitive is an advocate of the theory of comparative advantage and hence against the core ideas of self-sufficiency. I think I managed to ask the questions in a non leading way, besides I had my own bias in favour of self-sufficiency and against the idea of competition in the agricultural sector.

The results were surprising! Some people advocated both, competitivity and self-sufficiency. Some people were in favour of competitivity for the right reasons. Some were against self-sufficiency for very good reasons indeed! I learned that everyone was very reasonable, and what really mattered were the commonalities of the various approaches. Trying to focus on differences and split the sample is definitely not a peace building exercise!

Thanks God I’m using Grounded Theory anyways, that will allow me to say what’s out there, and not force me into hypotheses testing of artificially split dichotomic variables. I don’t need to be saying “there is a statistical significant predominance of bastard type supporters of competitivity.” ;-)

It’s not that I’m starting to make compromises, it’s the evidences that show that a supposedly “radical” position is often not more than a fixed idea coupled with unwillingness to revise it.

Tuesday, 21 April 2009

Speech on mountain agriculture

"Forum Berglandwirtschaft"Brussels, 31 March 2009
Speech by Comissioner Mariann Fisher Boell

[Minister, ladies and gentlemen],
I'm very glad to have the opportunity to join you today.
Mountains are deeply embedded in Europe's landscape, history and image.
There have been many artistic portrayals of them over the centuries, and one of these came to mind when I received my invitation to this event.
I have to admit that I'm not thinking here of Romantic novels or poetry from the nineteenth century. I'm actually thinking of that favourite old film The Sound of Music!
I'm not saying that this film accurately portrays the reality of life in the Alps.
But I couldn't help thinking of the famous "yodelling song" which begins: "High on a hill stood a lonely goat-herd..."
I thought of it because there's an increasing danger that the goat-herd in question could get rather lonely in years to come if we don't take action. And if that happens, the consequences will be serious.
While I've been a European Commissioner, I've climbed some mountains and I've met with mountain farmers. I particularly remember standing on a 45-degree slope in Austria a few years back, watching a 75-year-old farmer hard at work. This farmer certainly didn't have an easy life! And yet his work was essential in many ways.
On the one hand, mountain agriculture operates in a market economy. "Ohne Profit geht's nicht." Mountain farmers produce goods which they sell to buyers – whether these are final consumers or other parties in the food supply chain. In this respect, they are subject to the disciplines of the market like anyone else. They must produce what their buyers want. And they have a very strong brand – I'll return to this point later.
On the other hand, mountain agriculture provides other sorts of goods, which are not paid for by the market.
Visitors to our mountain areas appreciate very much those wonderful meadows which break up the sea of trees, and which are home to such a rich variety of flowers. This beauty and this biodiversity have been made possible by decades or even centuries of grazing and careful livestock management.
Therefore, it's in part thanks to farming that our mountains are such a jewel in our cultural heritage – a heritage which we must preserve intact for our children.
Mountain meadows are also of huge value to many other businesses. Ski resort operators owe them a debt for cutting the risk of avalanches. And in many mountainous areas, tourism in general probably could not survive if the trees took over completely. This will happen without farming.
These landscapes, with their great economic and cultural worth, need to be maintained. And I don't see a better and cheaper way of doing so than through sustainable farming. Of course, we could pay for "landscape stewards" instead. But what we would get would be "postcard landscapes" - nice to look at but without any human or animal life, and extremely expensive.
Therefore, I think we all agree that the market alone will not deliver what we are looking for in these regions. This is one of the reasons why policy has an important role to play.
That leads me to my key question for this morning: Is our Common Agricultural Policy (CAP) doing enough for mountainous areas?
Let's begin from a positive starting-point: the CAP does contain quite a range of tools to help mountain farmers.
First, of course there's the Single Payment Scheme.
It's true that, under this scheme, some mountain farmers receive higher payments per hectare than other farmers. This is true especially in countries which use a "historical" model of the scheme.
But let's not forget that, under the CAP Health Check, Member States have the option of altering their chosen model. They can raise the value of direct payment entitlements for certain types of farming, if they wish: this is up to them.
Article 68 gives alternative options for redirecting money, and these provisions could be used in favour of mountain farming. And of course, Member States can also keep full coupling in the case of the suckler cow and sheep and goat premiums.
Secondly, many, many possibilities are on offer within rural development policy, for both farming and forestry.
There are payments for mountainous Less Favoured Areas (LFAs) – and I should remind you that these are not being questioned as we re-examine criteria for defining so-called "intermediate" LFAs. I assure you that nothing is happening to mountainous LFAs.
Then there's support for agri-environment schemes, for processing and marketing, for high-quality production, for economic diversification..... the list goes on.
Thirdly, our broader quality policy offers food producers various tools for creating a clear identity in the marketplace and achieving higher returns.
Therefore, the CAP does not overlook our mountain areas. But is it delivering what they need?
I don't know the answer to this question. But there are some worrying signs.
According to a recent study, in the last 20 years some 600 thousand hectares of grassland in the Alps have reverted to forest.
The same study reminded us how quickly mountain grassland is lost when grazing animals have gone. In one area kept under observation, within seven years, 20 per cent of the grassland had been taken over by shrubs and saplings, and 50 per cent had become overgrown with bracken. When we lose land in this way, it's very expensive to reclaim it, if possible at all.
So, I ask again: do we need to rethink our approach? As I say, I don't have the golden answer to this question – but I want to hear some answers as soon as possible.
As you know, politicians, analysts, lobbyists and citizens are already thinking ahead to what the CAP should look like after 2013. Our mountain areas must have a seat at the table for this discussion.
Therefore, the time for ideas is now. And I'm not just talking about long "shopping lists" of requests. There will certainly be plenty of these in decisions about the post-2013 CAP! I'm talking about good, solid analysis of the particular needs of this type of agriculture with well-argued, realistic proposals. If these come my way in the next few months, they will get my full attention.
In the mean time, I have a few reflections of my own. I emphasise: these are reflections, not proposals.
Let's start with the "first pillar" – direct payments.
As you know, all sorts of questions are on the table concerning direct payments – questions about objectives, about mechanisms, about amounts of money, and of course about how the money should be shared out.
Obviously, there ought to be a close relationship between objectives and the sharing-out of funding.
For example, it's conceivable that direct payments will in the future be more closely linked to the provision of public goods and services – especially of an environmental nature.
There exists a link already – through cross-compliance. But it's not beyond imagination that we would create a closer link.
I'm using words like "conceivable" because the debate about direct payments is a big one, and it has only just got going.
But my point is this: If the level of direct payments to a given farmer reflected more closely the value of public goods and services that he or she provided, this really ought to work to the advantage of mountain farmers – as they do so much for our countryside.
What about the second pillar?
A key question in this context is this: Do the various measures on offer work together as a coherent whole? At present, they're a patchwork. Perhaps this is not a problem; but perhaps it is.
As I say this, I'm certainly not talking about integrating parts of our rural development policy into regional policy. I've spoken before about the dangers that I see at the end of that road. I believe that a "rural" development policy absorbed into regional policy would probably no longer be "rural": the magnetic power of towns in regions defined as "rural" would attract too much of the funding. I'm at the firm conviction that Rural Development should stay in the CAP and I will fight for this.. This is not because I want more funding but because Rural Development policy must stay in the CAP.
On the other hand, it would be possible to work within rural development policy in such a way as to give more coherent support – and more solid support – to mountain areas.
It would be possible to reserve a special place for mountains in our rural development policy. Call it a "box", call it an "axis", call it what you like. It would group together all policy measures relevant to mountain areas – and quite possibly tailor them to the specific needs of these areas. We could even agree minimum levels of spending on this area of policy, just as we do at present for the various axes of rural development policy or for the new challenges we have defined in the Health Check.
Do these ideas sound radical? They are logical ways of ensuring that the voice of the mountains would not be drowned out by other, louder voices.
At present, mountain areas are relatively small competitors for funding under a number of rural development measures. We all have to live with the fact that we don't always get what we want in life. But if mountain areas find that one measure after another is not designed in their favour in a given rural development programme, these small individual defeats could add up to a serious problem. Separating off measures for mountain areas would eliminate this danger.
Beyond the first and second pillars, it's clear that the European Union's broader policy on agricultural quality will be essential to the future of mountain farming.
Some products from mountain agriculture are already strong brands, and many others have great potential.
A couple of weeks ago, in my local supermarket I saw a pot of honey labelled as miel de montagne. It cost nearly three times the price of a different jar of honey next to it. Even so, I wanted to buy it, because I immediately thought of clean mountain air, fresh meadows and a very healthy final product.
Research projects indicate that many consumers take the same very positive view of products from the mountains.
Mountain-based production has a great deal to offer, and many consumers will pay extra for it – if they're confident that a given product is really "the genuine article".
Helping to provide the accurate information necessary for this consumer confidence is an essential goal of our review of quality policy, and I look forward to pushing ahead with this.
For example, as I said at a recent conference in Prague, it might be worthwhile to put EU-wide rules in place for use of the term "mountain" on food labels.
It might also be possible to create other quality schemes which let consumers know about the high environmental value of some kinds of farming.
The next stop on the road will be a Communication which the Commission will adopt in May.
Finally, I should make an obvious point: What policy can do for those who do business in mountain areas is important, but even more important is what they can do for themselves.
Farmers, food producers and other businesses which team up in mountain areas are often more successful than those who try to go it alone. And I'm sure there's potential to create new partnerships in the future.
They also have to find niches for products made on the farm, and they must diversify their income – for example, by offering accommodation and "wellness" treatment to the tourists.
There are already plenty of very good examples – we should share best practice and encourage young farmers in particular to be innovative. There are a lot of possibilities out there in the mountain areas!
Where do we go from here?
I'm quite serious in my request for good analysis and ideas from your side.
My home country of Denmark is not exactly a mountainous place. You could climb Denmark's highest hill in a few minutes. But I've seen enough of mountain farming in Europe to understand the challenges and opportunities before us.
Those glorious landscapes in the Alps, or the Apennines, or the Carpathians, or so many other mountain ranges in Europe, are of course in one sense as solid as rock. And yet they are also delicate. Farmers work extremely hard to care for them. In doing so, they give us things of enormous value. We must use policy to reward farmers for that hard work. And we must also use policy to help unlock the potential of their products in the marketplace.
I say to anyone who has an interest in these issues: The window of opportunity for influencing policy is open now; seize that opportunity. Put ideas on the table while the time is right.
However accurate or inaccurate The Sound of Music may be in its portrayal of life in the mountains, it's essential that the "lonely goat-herd" doesn't get too lonely.
I hope he sees me as a friend; I will listen carefully to what he has to say, and I will respond with action: this much I promise. That's my part but I need your help. I'm sure you will take up the commitment to come forward with new ideas and in this way I'm sure you will contribute to the future of our mountainous regions.
Thank you.

Friday, 10 April 2009

Do monte ao lameiro


Notícia PJ

Ontém inspector criminal da Polícia Judiciária robou um quejo num restaurante. Soube de uma testemunha que presenciou a cena.

Tuesday, 17 March 2009

A slave to the methods

I had heard it, read it.
It is possible to become enslaved by methods.
I thought "Haha, those stupid people! It will never happen to me."
But before I truly realized I was running because methods asked me to run. Not my research question demanded running in order to be answered.

To clarify my point, here is the primeval situation:
I wanted to know about land-based livelihoods in my study-area.
How to find out about it in a systematic way?
Use an interview!
And to make data analysis really easy: make a simple interview. Make a questionnaire. Think in terms of your database!
Thinking in terms of database means you cannot think in terms of your research question anymore. As little as you can have two focusses for drawing one circle. Silly PhD's obviously can't think as if they were travelling through a tunnel from both extremes at the same time. Therefore the focus shifts from answering the research questions to ask things that can yield data that is easy to analyze. I've spend ages with it. First I made an interview based on my research question, then I wanted to improve it and thought in terms of database. I was encouraged to do so. In the end I have an interview that would yield a nice straight forward database but no results of interest to me. Should I proceed? I've been wrestling with that interview for months, why not wrestle a bit more? Everyone does it. You can always do some interesting stats with a nice database. You can compare variables you never ever wanted to compare. You can have statistically significant results (THE THING).
But it doesn't make sense anymore.
What really matters is that I am comfortable with my interview. That I can lean on it like others lean on their sofas. If I like it, if it makes sense to me, I will be able to deal with the results even if they crack the SPSS window. We have to recode anyways.
I worked so hard to develop that interview, read so much background stuff, even took 1 question from a WorldBank standardized interview. (It was the only question my supervisor said it was really silly.)
Falling slave to the methods and the catharsis of finding it out was a terrible experience. But it woke me up to the fact that all my stress comes from me not seeing the meaning, not from the amount of work ahead of me.

Friday, 13 March 2009

Sossega

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa, 2-8-1933.

Thursday, 12 March 2009

Rubbish

Amazon is rubbish. They don't allow you to comment on a book if you haven't bought anything from them with the particular account you want to use to write a comment! They say that's to assure high standards of reviews! But please: I could buy loads of books from them and STILL write rubbish reviews. That's not a reason, come on!
Actually I wanted to be the first to comment on a book, saying what superficial rubbish it is, unworthy to be printed in the first place. But no: I'm not allowed to comment, making my sophisticated and very valid opinion known to the World.

Wednesday, 11 March 2009

Uma imagem...

...vale por mil palavras:
Distribuicao relativa do peso de ajudas a agricultura para a margem bruta do rendimento agricola, por concelho. (baseado no RGA 1989/99)

Monday, 2 March 2009

Feira de cestos 1940

Do acervo fotográfico do Ministério da Agricultura.

Socorro!

"Também a concentração numa visão orientada para a produção agrícola de base desligada das actividades de comercialização e transformação tem diminuído as suas possibilidades de desenvolvimento, designadamente através do efeito multiplicador que estas podem ter a montante. Pela integração a que obrigam, pela promoção de valor que fomentam e, ainda, pela estruturação indirecta, pela via funcional, que possibilitam, pode-se ganhar a dimensão económica que outros instrumentos mais clássicos não asseguram."

Plano Estratégico Nacional de Desenvolvimento Rural 2007-2013, p. 3

O que é que eles quererão dizer?
Ou eu sou muito burra ou isto simplesmente não é para ser percebido...
Ou então isto é um daqueles jogos em que tiraram as vírgulas para mostrar como elas são importantes para se perceber um texto?

Friday, 27 February 2009

Interpreting desertification

"The ‘Holistic’ Interpretation: Desertification Embedded in Notions of Human Intervention in Nature
The final interpretation of desertification may be termed a ‘holistic’ interpretation, in which desertification is understood as a wider phenomenon, and where the focus is placed on humans’ negative relationship with nature. This interpretation was only expressed by few of our respondents (about 5%), partly because it diverges most from both the ‘official’ and ‘popular’ interpretations of desertification highlighted above, and because it is, arguably, predicated on well informed and well educated stakeholder backgrounds. Some stakeholders mentioned both excessive urbanization and depopulation of rural areas as major causes for desertification, although this view was largely restricted to the academic sector. Interestingly, however, some of the stakeholders with agricultural backgrounds (e.g. members of farmers’
organizations and extension officials) also occasionally suggested this interpretation.

This wider understanding of the problem considers social issues as well as natural resource management, but is expressed mainly by stakeholders, who, by not being involved at the operative level of land management, can afford this moralizing approach. It is, therefore, an interpretation that is unlikely to influence practice, and is mainly held by actors who, due to their independent position (e.g. academics), lack of involvement with the practice of land management (education) or an already explicit connection to conservation issues (some government officials), can afford to have a wider view of the phenomenon that may even involve criticizing contemporary environmentally destructive processes."

JUNTTI, M. A. W., G.A. (2005) Conceptualizing Desertification in Southern Europe: Stakeholder Interpretations and Multiple Policy Agendas. European Environment, 15, 228-249.

How environmental policies usually work

Ususally it works like this:
1. A problem was created as a by product of some well-intended policies;
2. The problem is recognized and after a very long time some people decide to do somehting about it;
3. A comittee is established to address the problem with specific policy measures;
4. The policies that caused the problem stay in place.

Something peaceful


Thursday, 26 February 2009

Climate change

Global climate change is a real way how we are being made aware of the reality of the Unus mundus.
If we would stop running around like mad, and deaccelerate our lifestyle, climate change would deaccelerate as well.
Why are we running so fast anyways?

Tuesday, 24 February 2009

Why walk around half dead?


Casas de banho e desenvolvimento

Lembro-me ter lido desta associação – casas de banho e desenvolvimento – num livro de Gustavo Esteva. Uma ilustração muito válida em como as nossas ideias sobre desenvolvimento económico e melhoria das condições de vida estão impregnadas pela nossa cultura. Mas queremos levar os “benefícios” do desenvolvimento a todo o mundo, não só aos que partilham os nossos valores e ideais culturais.

Em Portugal a introdução de casas de banho e saneamento público é relativamente recente, do tempo dos nossos pais, pelo que se percebe que o Sr. Adriano ainda prefere sair da casa bem equipada para procucrar uns arbustos. A noção de que casas de banho são um bem essencial e uma necessidade universal ainda não está a 100% enraízada na sociedade (rural) Portuguesa, pelo que o meu exemplo poderá ser menos estranho do que ele pareceria a um público nórdico.

Vejamos o caso segunite. Uma amiga minha foi para uma aldeia na Índia de que soube que houve um projecto financiado por uma dada associação de cooperação e desenvolvimento para a construção de saneamento básico e casas de banho em cada casa. A minha amiga então tomou a liberdade de pedir poder usufruir daquele luxo. “Tens que ir lá fora” foi o que lhe disseram. Então ela insistiu que ela sabia que eles tinham que ter uma casa de banho, porque foi construído naquele projecto e tal... Responderam: “Ah!...A casa-de-banho? Nós usamos para guardar lenha.” Claro, óbvio! Aquele sítio tinha que ter uma utilização melhor, mais útil, do que aquela para que foi pensado! Passeando pela aldeia a minha amiga descobriu que todas aquelas casas-de-banho eram usadas para vários fins, mas o armazenamento de lenha era claramente o uso predominante!

Está claro como água: o que nós julgamos que é uma necessidade básica, um bem essencial, noutras culturas não é considerado como tal. Exactamente como Ted Benton afirma: a pirâmide das necessidades de Maslow cai por terra, porque não considera a relatividade cultural das necessidades humanas! (Nem considera a interligação entre as várias necessidades, mas isso é outro assunto.) O que numa cultura é um bem alimentar básico noutra cultura nem se quer é considerado comestível. Portanto tentar satisfazer as necessidades básicas primeiro, tal como é pensado nas estratégias de desenvolvimento económico, implica impor as ideias ocidentais sobre necessidades básicas nas restantes culturas. O que é uma necessidade básica para nós é o que apoiamos que seja desenvolvido como prioridade nos países do Sul, embora isso possa colidir com necessidades e práticas culturais de lá.

Monday, 23 February 2009

Quem manda na comunidade?

Porque é que eu terei este pé atrás quando ouço propostas de pessoas se juntarem para criar uma comunidade? A solução proposta por tantos ecologistas, que permite entreajuda, desenvolvimento humano, o melhor aproveitamento de recursos locais e poupança de recursos em geral pela partilha de equipamentos, etc... o que me desagrada?

O meu pé está ali atrás porque vi e senti no corpo o que está muitas vezes dito entre as linhas: “Decidimos tudo democraticamente, excepto quem manda”.

É verdade! Tantas comunidades em criação por este país fora, pela Europa fora, com 2 ou 3 membros apenas há anos. Os outros vieram, viram e foram-se embora. É melhor ter um líder dictatorial explícito numa comunidade do que andar a desiludir as pessoas com grandes conversas sobre valores democráticos que se irão por em prática “na minha quinta, terra de todos”...

Claro que é um desafio imenso tornar processos de decisão democráticos uma realidade, numa realidade em que cada um lá no fundo no fundo tem que olhar por sí, em que há medos grandes e justificados pela segurança económica de cada um e em que o respeito pelo outro não é assim tão grande como se desejaria. Pois se não fomos respeitados como miúdos, o que é extremamente frequente, como teriamos incorporado naturalmente o respeito pelo outro?

Para mais temos esse imprint da nossa sociedade de que temos de competir, se não formos melhores que os outros não valemos nada. Temos que nos afirmar e ganhar o nosso direito de existir através da aniquilação do outro. Isso intrinsecamente é incompatível com valores democráticos, em que todos estariam num pé de igualdade. A cadeia alimentar dos cotovelos humanos parece não deixar espaço para respirar a quem for inocente. Temos que nos afirmar, e se for preciso aplicar um pouco de força, para conquistarmos o nosso pequeno-almoço de cada dia. Ao menos é essa a prática predominante. E, vá lá, não nos desiludamos ao pensar que nós somos diferentes, que não fomos nutridos por esse fantasma...

Depois ainda há aquele desconhecimento em relação a nós próprios, pensamos que somos tolerantes, mas quando alguêm põe os pés em cima da mesa temos um ataque cardíaco ou queremos espancá-lo, consoante a nossa natureza... É muito difícil fazer os outros respeitar os nossos limites de uma forma aberta e não defensiva. Limites por vezes irracionais e por vezes desconhecidos por nós próprios.

Portanto: comunidades sim, daqui a 200 anos também vou estar numa.

Friday, 20 February 2009

Information sharing

"The world is a shitty place"
my head supervisor informed me yesterday.

By the way, he makes me think I'm very agressive and blunt. His writing is full of kind flowers and mine is full of "I hate that". Maybe it's for my geographic origins, which are well known for furthering rudeness and unpoliteness. A normal Bavarian, talking something normal, can scare even me to death.

Shame or pride?

Yesterday I had to face again some interviews I designed this time last year. I instantly got a hot, red face. How could I possibly do such a rubbish work??? It is always very uncomfortable to look back at the places where we've once been, thinking everything was fine and doing very horrendous nonsense.

My friends encouraged me. One described the thesis process again: "No one says that, but a thesis is based on reverse engineering. Only once you have your results you decide on the research question. " Another said "Of course, you only put the good things into your thesis and don't even mention what went wrong."

Yes, yes...Maybe I should instead of being ashamed be amazed and proud of the fast learning progress; that something became completely outdated in less than a years time!...But if the learning continues "that fast" I will find all my results to be rubbish at the point when I have to start writing them up!...

P.S. - The best solution: I can use data that was supposed to serve a certain purpose, which it definitely doesn't serve, to validate and show something else instead. Cool.

Wednesday, 18 February 2009

Multi-dementional

I think this is a widespread dilemma, but very notorious in research: everyone wants to be original but no one wants to be the odd out. So there’s a real conflict between how much creativity and originallity one is willing to dare, at the one side, and at the other side, the fear of coming up with something hilariously stupid.

But the unoriginal, undaring can be very stupid indeed. Maybe more stupid than an original nonsense idea. I specialy feel repulsed by those articles that start stating there is a problem, of which no one has ever heard, and then they solve that problem, that no one has ever heard of, with some theoretical argument, which shows that the problem does not really exist...very unoriginal.

Dementia or genius? Time will tell, as Kuhn would suggest.

Thursday, 12 February 2009

Aus der Kinderwüste

"Als das Büblein dem Frosch den Kopf abbiss
war ihm so wohlig zumute.
Denn böses zu tun ist so viel schöner
als das blöde Gute."

Michael Ende

São todos uns visionários

Apetece-me dizer: são todos uns visionários.
Estive a navegar no site da Sociedade Europeia de Sociologia Rural e fiquei admirada com a quantidade de potencialidades a serem investigadas. Parece que o presente já não conta. Já passou à história. É tudo visões futuristas dos territórios rurais, e preocupações que me parecem absurdas, como se sistemas agro-alimentares locais serão justos para com os socialmente excluídos... Uma falta de pragmatismo imensa.
Até me sinto envergonhada de querer falar de uma situação actual, bastante bruta e crua, que parece não ter nada a haver com as discussões teóricas de como o mundo rural é hoje em dia. O que eles chamam de "hoje em dia", de acordo com a minha experiência de campo, é algo que se tornará realidade...talvez de aqui a 50 anos...
Muitos beijinhos ;-)

Segredo publicitário: Naturlã Lda.

Em Mangualde da Serra, no concelho de Seia, existe um casal que produz tecidos em 100% lã de ovelha portuguesa, trabalhando apenas com as cores naturais da lã: branco e castanho e as suas misturas (várias tonalidades de castanho). As cores naturais da lã...branco e castanho.

Usando um tear mecânico produzem tecidos com vários padrões, e também felto (ou burel). Esses tecidos têm que ser lavados e escovados, de maneira a ficarem mais macios, o que é feito numa fábrica da zona. Depois voltam a Mangualde da Serra e são transformados em mantas de pastor, cobertores, capas, cachecóis... e os restos são usados para fazer chinelos.

O casal trabalha por encomenda e confessam não ter um grande stock porque conseguem vender tudo. Mas nesta altura em que tecidos de polyester são a única coisa que se consegue pagar nos estabelecimentos comerciais normais, é uma oportunidade a não perder comprar directamente destes artesãos. Assim ajuda-se à economica local, desde a manutenção das pastagens, pelos pastores, aos padeiros de quem o casal vai comprar o pão... Os preços surpreendem por serem tão acessíveis.

Em Portugal é mesmo assim

Na análise dos meus dados qualitativos vi-me orbigada a criar a categoria “Em Portugal é mesmo assim...”. Não consegui ainda arranjar um nome mais claro para essa categoria. Ainda resisti ao humor negro de lhe chamar “Nós somos uns tristes”...

De quê é que se trata nessa categoria?
Imensas pessoas referiram que em Portugal não se podia estar à espera de mais nada, a mentalidade era assim mesmo, aquilo é um atraso de vida, uma autêntica miséria, e o desenvolvimento ainda não chegou cá. Coisas que até custa ouvir. Claro que há muita mediocridade por aí, mas os outros países não estão nada melhor!!!

Pensam que na Inglaterra toda a gente faz separação do lixo, ninguêm anda a cuspir na rua, ou que o sistema de saúde é muito melhor que o de Portugal? Andam enganados... Talvez se fala aqui de forma mais sofisticada das coisas que há de bom, há sempre uma grande propaganda das coisas boas que foram atingidas, que se calhar (felizmente) não existe tanto em Portugal. Mas é uma propaganda deshonesta, tal como os boletins informativos da UE; sempre só focam nos resultados positivos do governo e das empresas e não nas milhentas coisas que restam por fazer ou que ficaram pior por causa da acção que está a ser louvada.
Why is the world so stuck?
Because people keep pretending.

Monday, 9 February 2009

"Nothing in life is to be feared. It is only to be understood."

Marie Curie

Friday, 30 January 2009

Obdachloser zieht um

Als ich heute nach der Arbeit in die Wohnung kam, sprang meine Vermieterin gleich aus ihrem Zimmer um mir zu verbieten das Badezimmer zu benutzen, weil sie gleich baden wollte. Okay, ich ziehe morgen um, dies ist das letzte mal. Dann fängt sie aber doch glatt an zu Staubsaugen, nun sind schon fast 2 Stunden vergangen und sie hat mit baden noch nicht mal angefangen. Okay, ich ziehe morgen um, dies ist das letzte mal. Dann hat sie mir ne Stunde lang von ihrem Job Interview gestern erzählt, während ich mit meinem Abendessen in der Hand im Korridor stand. Okay, ich höre zu, dies ist das letzte mal.

Dann sage ich ihr:ich ziehe morgen um. Sie verzieht ihr Gesicht, meint die letzte Abrechnung kommt. Der Moment in dem ich ihr DIE WAHRHEIT sage. Der Moment in dem ich so einiges klarstellen möchte. Aber nein, ich verzichte auf die Genugtuung "ihr es wenigstens gesagt zu haben". Und um zu verhindern das SIE mir "Die Wahrheit" sagt, fange ich zu klagen an was das doch viel Arbeit ist so ein Umzug, welch ein Stress!... Und man denkt man zieht um, und schwupps, die Zeit vergeht im Flug, und eh man sich's versieht muss man schon packen. Wie unpraktisch. Volltreffer. Sie bietet mir sogar ihre Hilfe an!

Aber da ich so friedliebend bin, bzw. Frau Hasenherz, habe ich meine Kaution zurückverlangen noch auf morgen verlegt...Gut Ding will gut weil. Ob das nur gutgeht!...

"Das Leben ist grausam und schrecklich gemein."

Wednesday, 28 January 2009

So true!

In one of my interviews I asked what the difference between family farming and industrial agriculture is in Portugal. A woman replied that in family farming, the farmers rely on their own resources and finances, while industrial farming relies on state support!
So true!!!...

Tuesday, 20 January 2009

Moral dilemma

If you had head lice, would you tell your friends about it?

Monday, 19 January 2009

Qual é coisa, qual é ela...?

Como explicam que, por um lado, quando as pessoas deixam de cultivar as terras isso é visto como uma perda de virtudes, por outro lado, as pessoas ficam envergonhadas em admitir que cultivam para a casa?

Deixar de cultivar = vergonha
Cultivar = vergonha
?

(Até parece que a coisa mais virtuosa que se pode fazer é vender as terras e comprar um apartamento, daqueles feios, frios e estéreis que há, em prédios que ficam quase no meio do mato, longe de qualquer pressão urbanística que justificasse a sua existência.)

Beautiful people ;-)

"Sometimes they leave some things at my door, because they know that I don't have it."

That's what a peasant told me in an interview, and that's what really happens in Portuguese villages. Even to my sister who moved to a village. The neighbours know what she has in her garden and what she hasn't. If they've got it, they bring it over and leave it at her door.

Über allem herrscht - Gewalt!

"Wer das Geld hat,
der hat die Macht.
Und wer die Macht hat,
hat das Recht,
und wer das Recht hat -
beugt es auch!
denn über allem herrscht Gewalt!"

Die Kluge - Carl Orff

Who has the money
has the power.
And who has power has the rights.
And who has the rights
twists them.
'Cause over everything commands violence.

Sunday, 18 January 2009

Alguêm conhece?

"Hinos de paz que vão pelas ruas
entram nos peitos das mulitdões
Hinos de amor com verdades cruas
vão dar esperança aos corações."

Só me estou a lembrar vagamente desta música...Alguêm sabe o texto todo ou de quem é?

Thursday, 15 January 2009

Wednesday, 14 January 2009

Quem me dera...

"Quem me dera estar na Aigra!...e em tão boa companhia."
(P.S. - "Pimu! Anda hin!")

Thursday, 8 January 2009

Justiça popular

Reparem no pormenor da placa: debaixo da informação de arrendamento diz: "O Saínhas deve 160€". Trata-se de um coveiro gay que viveu uns meses na casa do lado oposto da rua (reparem na seta do lado esquerdo a apontar para a casa) e acabou por dever dinheiro ao vizinho. Como nunca mais devolveu o dinheiro ao vizinho, este, para reunir pressão social suficiente para o coveiro lhe devolver o dinheiro, fez esta nota em frente de sua casa. Mas o coveiro não se deve importar muito: já deve estar habituadíssimo a ser malvisto. Também: que homem anda de saia cor-de-rosa na rua?!

Saturday, 3 January 2009

Traditional, local handicrafts?

There is a village that is famous for its pottery, there are potteries working since several generations. In the area there is a special green clay that is fired in a way that the pottery gets all black. In a single little village there are about 10 potters and 7 pottery establishments. Now, surprisinlgy, most of the potters do almost not use local clay, but instead they buy cheap red clay from a refining plant in the south west of the country. They get 1Kg of clay for about 20-25 €cent, while extracting local clay would cost them about 0.50 cent. So, nowadays the potters of the area benefit of the past fame of the village for pottery, for doing pottery with foreign clay could be done everywhere.