Friday, 30 November 2007

Der schoene Amadis

Als ich noch ein Knabe war,
Sperrte man mich ein;
Und so saß ich manches Jahr
Über mir allein,
Wie im Mutterleib.

Doch du warst mein Zeitvertreib,
Goldne Phantasie,
Und ich war ein warmer Held,
Wie der Prinz Pipi,
Und durchzog die Welt.

Baute manch kristallen Schloß
Und zerstört es auch,
Warf mein blinkendes Geschoß
Drachen durch den Bauch,
Ja, ich war ein Mann!

Ritterlich befreit ich dann
Die Prinzessin Fisch;
Sie war gar zu obligeant,
Führte mich zu Tisch,
Und ich war galant.

Und ihr Kuß war Götterbrot,
Glühend wie der Wein.
Ach! Ich liebte fast mich tot!
Rings mit Sonnenschein
War sie emailliert.

Ach! wer hat sie mir entführt?
Hielt kein Zauberband
Sie zurück vom schnellen Fliehn?
Sagt, wo ist ihr Land?
Wo der Weg dahin?

J.W. Goethe

Thursday, 29 November 2007

Good, old books

A library full of free books on agriculture, health, voluntary simplicity. The section "Radical agriculture" is worthwhile for sure, there you will grin at the description of Fukuoka's "One straw revolution", as I did.

http://www.soilandhealth.org/

Wednesday, 28 November 2007

Nova lei OGM's

Comunicado da Plataforma Transgenicos Fora

Hipocrisia em forma de lei
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CRIA SEGURO DE PROTECÇÃO ÀS CULTURAS DE MILHO TRANSGÉNICO

Foi hoje publicado o Decreto-Lei 387/2007 relativo ao Fundo de Compensação destinado a indemnizar danos económicos causados pelo cultivo de milho transgénico. O governo português reconhece assim formalmente que a introdução de variedades geneticamente modificadas pode levar à contaminação da agricultura portuguesa, e que essa contaminação acarreta prejuízos concretos.No entanto, a letra da lei falha redondamente o espírito da lei e o 387/2007, em vez de garantir protecção efectiva e integral às vítimas da contaminação, redefine prejuízo económico por forma a excluir quase todos os casos possíveis. Com efeito, e de acordo com este Decreto-Lei, não há direito legal a indemnização via Fundo de Compensação se: - o terreno contaminante e contaminado distarem mais de 200 metros [muito embora a investigação do governo ter já encontrado contaminação de 1,4% a 250 metros]; - o produtor prejudicado cultivar variedades regionais [muito embora estas constituam o nosso mais precioso património agrícola]; - a contaminação estiver abaixo de 0,9% [muito embora todos os produtores biológicos e alguns convencionais percam certificação e/ou contratos mesmo com contaminações inferiores]; - a descoberta da contaminação acontecer depois de 31 de Dezembro; - não for possível demonstrar a perda de contrato, ou seja, se a contaminação for detectada antes de o contrato ter sido acordado; - o prejudicado for um apicultor, cuja exportação ou venda de mel seja cancelada devido à presença de pólen transgénico; - a contaminação for devida a más práticas de quem cultivou milho transgénico.Para além dos casos evidentes de prejuízo não contemplados neste Decreto-Lei existe também um enviesamento marcado a favor da engenharia genética e das sementes contaminantes: - a ANSEME, Associação Nacional dos Productores e Comerciantes de Sementes, representa as empresas que vendem as sementes transgénicas e como tal é parte interessada em todos os processos e queixas que envolvam os seus produtos... mas, em flagrante conflito de interesses, a ANSEME vai fazer parte do Grupo de Avaliação que ajuizará e atribuirá indemnizações;- esse mesmo Grupo de Avaliação não inclui qualquer representante da fileira da agricultura biológica, a primeira e mais imediata vítima da contaminação, nem da sociedade civil, muito embora inclua a indústria alimentar e de rações; - hectare por hectare, a taxa a cobrar aos utilizadores de transgénicos (4 euros por hectare) vai ser frequentemente muito inferior à taxa que os produtores vitimados terão de pagar só para que a sua queixa possa dar entrada e ser considerada (que é de 100 euros por cada pedido); - mesmo que a queixa seja atendida, o Decreto-Lei não garante que o produtor receba toda a compensação a que tem direito uma vez que a indemnização efectiva depende dos fundos disponíveis em cada ano; - o preço das análises exigidas é muito elevado (pode rondar os 450 euros por amostra, fora o custo da deslocação e amostragem) e, no caso de a queixa ser indeferida, não é ressarcido; - para pequenos produtores, de dimensão familiar, o investimento em planos regulares de monitorização de contaminação e processos de queixa quando essa contaminação se verifique é simplesmente incomportável e impede qualquer tentativa de busca da compensação; - quando variedades regionais aparecerem contaminadas não está prevista qualquer medida de descontaminação ou protecção do germoplasma nacional.A machadada final nas expectativas que poderiam existir em torno deste Fundo de Compensação está na exigência de que os queixosos prescindam de qualquer outro modo de compensação financeira. Esta medida efectivamente representa um seguro de protecção às actividades da indústria da engenharia genética em Portugal, que assim recebe garantias de que, qualquer que seja a extensão do prejuízo, nunca receberá a factura real e apenas pagará os simbólicos 4 euros por hectare.
De notar que, para o caso de 2007 em que foram cultivados 4263 hectares de milho transgénico, o Fundo de Compensação receberia 17 052 euros. Este valor não é suficiente sequer para cobrir o custo de 40 análises, fora o prejuízo propriamente dito da desvalorização efectiva da produção, e não se prevê qualquer mecanismo para aumento da taxa que o financia.
O Decreto-Lei 387/2007 permite ao governo e à indústria uma última ironia: afirmar, dentro de pouco anos, que o cultivo de milho transgénico em Portugal é um sucesso na medida em que o Fundo de Compensação não está a ser utilizado. Infelizmente conhecem-se desde já as razões dessa não utilização.

O caso de Cambarinho

Cambarinho é uma pequena aldeia na Serra do Caramulo, no concelho de Vouzela. É conhceida entre amantes da natureza pela presença de Rhododendron ponticum nas margens de uma ribeira, constituindo a Reserva Botânica de Cambarinho.

As casas da aldeia ficam situadas numa encosta norte, seguem os campos agrícolas no vale, sendo a área explorada limitada pelo corte feito pela autoestrada A25, a norte da qual os terrenos pertencentes a habitantes da aldeia estão abandonados ou têm plantações florestais que necessitam de pouco maneio.

Agora acontece que na vila a sul de Cambarinho, Campia, se instalou uma zona industrial. Os camiões acedem esta zona industrial vindo pela autoestrada e atravessando Cambarinho. A estrada da aldeia não é muito larga e tem algumas curvas estreitas em que o cruzamento de camiões é difícil.

Já há bastante tempo considera-se a construção de uma estrada alternativa para a zona industrial. A sua construção foi mesmo assegurada no PDM do início dos anos 1990, através da designação de um trexo dos terrenos agrícolas como zona urbana. Na altura esta vaga ideia e a discussão do PDM não levou à intervenção da população local, mas agora que a Câmara Municipal de Vouzela quer avançar com a construção da estrada, os habitantes de Cambarinho estudam e temem o impacto que essa obra irá ter sobre os seus terrenos agrícolas.

Os habitantes da aldeia são sobretudo agricultores familiares, muitos deles já em idade de reforma, mas que, mesmo assim, continuam a produzir e a manter a paisagem agrícola e os conhecimentos ecológicos e culturais associados a esta. A produção agrícola também ajuda a complementar uma reforma reduzida ou ordenados baixos e mantém os Cambarinhenses mais idosos em forma, mental- e físicamente, estando ocupados com uma actividade sã e tranquila.

A construção de uma estrada a atravessar os terrenos agrícolas iria ter um impacto enorme sobre os modos de vida da população local. Primeiro, a largura da estrada em sí já afectaria uma grande área dos terrenos agrícolas, mas, segundo, a obra iria interferir com o curso de água, que é essencial para a fertilidade daquele sistema agrícola, potencialmente tornando toda a área imprópria para a continuação da agricultura. Os habitantes locais também temem que a travessia da estrada planeada causará problemas, tal como aconteceu com a A25. Existem pouquissimas passagens para peões, o que implica que os agricultores têm que percorrer por vezes vários Km de distância para chegar aos seus terrenos. Então levar as cabras ao pasto ou ir com a burra buscar mato ao outro lado da estrada já não compensa para muitos.

Os habitantes de Cambarinho formaram uma associação para defender os seus terrenos agrícolas da construção da estrada; a Associação de Defesa dos Interesses da Cambarinho (ADICA), - “absolutamente ridícula” aos olhos do presidente da Câmara que insiste que é só uma minoria dos habitantes da aldeia que não concorda com o troço definido pela Câmara Muncipal.

Os membros da ADICA defendem que a estrada se deveria construir do lado Este da aldeia, entre a aldeia e a Reserva Botânica. No entanto, o efeito que esta estrada poderia ter sobre a Reserva Botânica deixa associações ambientalistas reticentes em apoiar a ADICA, embora a mais valia ecológica e social da continuação de práticas agrícolas tradicionais seja reconhecida.

A questão do troço da nova estrada foi bastante debatida. A Câmara Muncipal insiste que o troço entre a aldeia e a Reserva não será fazível devido ao declive elevado, que iria comprometer os fundos da UE, que a Câmara quer aceder para a execução da obra. No entanto, a ADICA mantêm que a inlcinação não é tão elevada como a Câmara adiantou e insiste que um estudo sério desta opção deveria ser feito. Entretanto a Câmara está decidida em construir a estrada pela zona de Reserva Agrícola desanexada para este popoósito e os residentes de Cambarinho já exigem apenas uma compensação justa.

Esta situação é bastante desconsoladora, visto a industrialização do meio rural acelerar a decadência da cultura tradicional e dos meios de vida mais sustentáveis, e não haver modos legais específicos que previnam que o interesse no progresso industrial venca os interesses mais ecologicamente e socialmente sustentaveis da população local.

Agricultora mostra os terrenos agrícolas que seriam destruidos pela estrada, do alto da aldeia.

Tuesday, 27 November 2007

The forgotten obvious

"Was will Damaschke? Er nimmt sich die Bodenfrage vor, er denkt darueber nach, und aus dem Nachdenken heraus soll die Bodenfrage geloest werden. Meine sehr verehrten Anwesenden, aus dem Nachdenken heraus werden gar keine realen Dinge geloest."

Steiner (1920) Die Bodenfrage vom Standpunkte der Dreigliederung.

Can't stand it

"Wir sind im ganzen Verlauf der neueren Menschheitsentwicklung dazu gekommen, gewisse Einrichtungen einfach aus der Art, wie wir heute denken, nicht mehr zu ertragen."

R. Steiner 20 Juni 1920

Meaning something along the lines: "in the natural curse of human evolution we came to the point that we cannot stand certain institutions anymore, simply out of the way we think today."

Monday, 26 November 2007

Wer's glaubt

Wer's glaubt wird selig.
Quem acredita vai para o céu.

I-FARM

"A i-Farm (exploração agrícola inteligente)
aplica, ao nível da exploração
agrícola, o potencial da utilização
integrada de soluções móveis,
redes de sensores, comunicações
sem fios e imagens aéreas materializado
num sistema de informação
georeferenciado que suporta, no
campo ou no escritório, a tomada de
decisão do empresário agrícola em
tempo real, integrando variáveis
culturais, ambientais, sanitárias,
económicas, etc."

...ao fim ao cabo o mesmo de o agricultor dar um passeio pelas terras, mas agora o agricultor poderia ser muita burro, desde que saiba usar as TIC's. O Masanobu Fukuoka iria ter um ataque cardíaco ao ler isto, se até eu estive numa situação de alto risco ao descobrir esta newsletter. Ainda para mais em Portugal, um país em que os agricultores na maioria não têm a escola primária completa e os lucros quase não existem na agricultura (fora os subsidios), de modo a que um investimento deste tipo é absolutamente utópico. Além de estúpido.

Em Agrocultura nr. 11 (2006) do Programa AGRO http://www.programa-agro.net/centro_info_detail.asp?centro_informacao_tipo_id=4&centro_informacao_id=306

Sunday, 25 November 2007

Key reading, key dreaming

No words. I love it. I dream it.

Why don't you...?

No. Because I don't care.

Saturday, 24 November 2007

Traumbild

A dream both strange and sad to see
Once startled and delighted me;
The dismal vision haunts me still,
And in my heart doth wildly thrill.

There was a garden wondrous fair, -
I fain would wander gladly there;
The beauteous flowers upon me gazed,
And high I found my rapture raised.

The birds were twittering above
Their joyous melodies of love;
The sun was red with rays of gold,
The flowers all lovely to behold.

Sweet fragrance all the herbs exhale,
And sweetly, softly blows the gale;
And all things glisten, all things smile,
And show their loveliness the while.

Admit that bright and flowery land
A marble fountain was at hand,
And there I saw a maiden fair
Washing a garment white with care.

Her cheeks were sweet, her eyes were mild,
Fair hair’d and saintly look’d the child,
And as I gazed, she seemed to be
So strange, yet so well known to me.

The beauteous girl, who made all speed,
A song was humming, strange indeed:
“Water, water, quickly run,
let the washing soon be done.”

I went and stood then in her way,
And whisper’d gently: “Prythee say,
Thou maiden sweet and wondrous fair,
For whom dost thou this dress prepare?”

Then spake she quickly: “Ready be!
I’m washing thine own shroud for thee!” –
Scarce let her lips this words let fall,
Like foam the vision vanish’d all.

And still entranced, ere long I stood
Within a desert, gloomy wood:
To reach the skies the branches sought;
I stood amazed and though and thought.

And hark! What hallow echoing sound,
Like axe-strokes fills the air around;
Through waste and wood I speed apace,
Until I reach an open place.

In the green plain before me spread
A mighty oak tree rear’d its head;
And lo! The maiden, strange to see,
Was felling with the axe the tree.

With blow on blow a song she sings,
Unceasing as the axe she swings:
“Iron glittering, iron bright,
hew the oaken chest aright.”

I went and stood then in her way,
And whisper’d gently: “Prythee say,
Thou sweet and wondrous maiden mine,
For whom dost hew the oaken shrine?”

Then spake she quickly: “Time is short,
To hew thy coffin is my sport!” –
Scarce had her lips these words let fall,
Like foam the vision vanish’d all.

Bleak, dim was all above, beneath,
Around was barren, barren heath:
I felt in strange mysterious mood,
And shuddering inwardly I stood.

And as I roam’d on silently,
A whitish streak soon caught my eye;
I hasten’d tow’rd it, and when there,
Behold, I found the maiden fair!

On wide heath stood the snowy maid,
Digging the ground with sexton’s spade;
Scarce dared I gaze on her aright,
So fair yet fearful was the sight.

The beauteous girl, who made all speed,
A song was humming, strange indeed:
“Spade, o spade, so sharp and tried,
dig a pit, both deep and wide.”

I went, and stood then in her way,
And whisper’d gently: “Prythee say,
Thou maiden sweet and wondrous fair,
What means the pit that’s lying there?”

Then spake she quickly: “Silent be!
A cold, cold grave I dig for thee.”
And when the fair maid thus replied,
Its mouth the pit straight opened wide.

And when the pit was full in view,
A chilling shudder pierced me through,
And in the grave so dark and deep
Headlong I fell, and – woke from sleep.

Heinrich Heine, Book of Songs,
translated by Edgar A. Blowring

Friday, 23 November 2007

CAP subsidies in Germany

http://www.wer-profitiert.de/
Wer profitiert?
Initiative fuer Transparenz bei EU-Agrarsubventionen.


The table below lists the amount spent in export subsidies in Germany for selected agricultural products in the years 2001 to 2004... And this graph shows how many farms received how much direct payments (in €) from the Common Agricultural Policy, in 2003. Blue is the % of farms, pink is the % of total direct payments.

1.1% of farms received about 25% of direct payment funds in Germany in 2003. I'm sure you heard the rumour that in the UK it is the Queen who receives the bulk of agicultural subsidies. Though I've never seen her driving a tractor nor does she look very needy.

Beyond GDP

Finally the EU started to consider whether GDP is EVERYTHING to strive for, organzing this conference on the 19-20th November 2007:
http://www.beyond-gdp.eu/
And the report for the European Parliament about GDP's origin and usefulness:
http://www.europarl.europa.eu/comparl/envi/pdf/externalexpertise/gdp.pdf

PRA in the EU

The sustainable livelihoods framework and Participatory Rural Appraisal have originated in the 80's in the South and have been applied later to settings in the North. They are used to research problems and to change social arrangements in order to support collective-action. The problem is that frequently it is forgotten that the actions at local level are constrained by wider socio-political structures which cannot be changed by the local community. Also, communities are heterogeneous and the participatory processes tend to work with the middle classes.

The problem is that these participatory and bottom-up rural development process have been used in Europe in a way that seems to imply that the problems of underdevelopment can be resolved at the local level.

Also "PRA or similar participatory approaches for rural development are often utilized as legitimizing instrument for channeling rural development funds, often EU money, and for promoting localized rural development as an excuse for lacking overall policy concepts to overcome structural inequalities between and within regions and localities."

Take conclusions regarding the LEADER program yourself. :*)

KORF, B., OUGHTON, E. (2006) Rethinking the European countryside - can we learn from the South? Journal of Rural Studies, 22, 278-289.

Thursday, 22 November 2007

Die Wallfahrt nach Kevlaar

Am Fenster stand die Mutter,
Im Bette lag der Sohn.
»Willst du nicht aufstehn, Wilhelm,
Zu schaun die Prozession?«

»Ich bin so krank, o Mutter,
Daß ich nicht hör und seh;
Ich denk an das tote Gretchen,
Da tut das Herz mir weh.« -

»Steh auf, wir wollen nach Kevlaar,
Nimm Buch und Rosenkranz;
Die Mutter Gottes heilt dir
Dein krankes Herze ganz.«

Es flattern die Kirchenfahnen,
Es singt im Kirchenton;
Das ist zu Köllen am Rheine,
Da geht die Prozession.

Die Mutter folgt der Menge,
Den Sohn, den führet sie,
Sie singen beide im Chore:
Gelobt seist du Marie!
2
Die Mutter Gottes zu Kevlaar
Trägt heut ihr bestes Kleid;
Heut hat sie viel zu schaffen,
Es kommen viel kranke Leut.

Die kranken Leute bringen
Ihr dar, als Opferspend,
Aus Wachs gebildete Glieder,
Viel wächserne Füß und Händ.

Und wer eine Wachshand opfert,
Dem heilt an der Hand die Wund;
Und wer einen Wachsfuß opfert,
Dem wird der Fuß gesund.

Nach Kevlaar ging mancher auf Krücken,
Der jetzo tanzt auf dem Seil,
Gar mancher spielt jetzt die Bratsche,
Dem dort kein Finger war heil.

Die Mutter nahm ein Wachslicht,
Und bildete draus ein Herz.
»Bring das der Mutter Gottes,
Dann heilt sie deinen Schmerz.«

Der Sohn nahm seufzend das Wachsherz,
Ging seufzend zum Heilgenbild;
Die Träne quillt aus dem Auge,
Das Wort aus dem Herzen quillt:

»Du hochgebenedeite,
Du reine Gottesmagd,
Du Königin des Himmels,
Dir sei mein Leid geklagt!

Ich wohnte mit meiner Mutter
Zu Köllen in der Stadt,
Der Stadt, die viele hundert
Kapellen und Kirchen hat.

Und neben uns wohnte Gretchen,
Doch die ist tot jetzund
- Marie, dir bring ich ein Wachsherz,
Heil du meine Herzenswund.

Heil du mein krankes Herze
- Ich will auch spät und früh
Inbrünstiglich beten und singen:
Gelobt seist du, Marie!«
3
Der kranke Sohn und die Mutter,
Die schliefen im Kämmerlein;
Da kam die Mutter Gottes
Ganz leise geschlichen herein.

Sie beugte sich über den Kranken,
Und legte ihre Hand
Ganz leise auf sein Herze,
Und lächelte mild und schwand.

Die Mutter schaut alles im Traume,
Und hat noch mehr geschaut;
Sie erwachte aus dem Schlummer,
Die Hunde bellten so laut.

Da lag dahingestrecket Ihr Sohn,
und der war tot;
Es spielt auf den bleichen Wangen
Das lichte Morgenrot.

Die Mutter faltet die Hände,
Ihr war, sie wußte nicht wie;
Andächtig sang sie leise:
Gelobt seist du, Marie!

Heinrich Heine

Tuesday, 20 November 2007

Livestock in farming

This was a very good "newsletter" from my vegetable box scheme "RiverNene"
http://www.rivernene.co.uk/

What goes around, comes around
Thursday 8th November 2007

After many years of conventional management there is a lot to be done before a farm is fit and healthy for growing crops organically. The farm we have just moved to has been managed non-organically since the Second World War. Like most farms in our area it has been used for producing arable crops like wheat, potatoes and oil seed rape. There was a short period in the 1980s when a few lonely cows graced the fields, but other than that it has been animal-free for half a century. Without animals, or manure from neighbouring farms, the soils inevitably become low in organic matter. Without organic matter the millions of microbes that make the soil their home become starved. Unfortunately without these minuscule powerhouses the structure of the soil declines and so too does the soil’s natural ability to sustain plants.

Livestock has always been an indispensable companion to sustainable farming. It is a simple circle of life. The microorganisms in the soil feed the plants. The plants feed the animals. The animals return their manure to the land to feed the microorganisms. And so the cycle continues. So when we took on the farm I knew it had to involve livestock. Our long term plan is to make some of the fields cattle-proof by laying the hedges. Then we plan to work with a local organic beef farm to bring cattle onto the farm, but this is likely to take us another couple of years. In the meantime it has been a pleasure to welcome the first farm animals onto our holding for 25 years.

The sheep that will graze our fields for the winter arrived this week. Not renowned for their intelligence, it was perhaps unsurprising that they settled in immediately, seemingly blissfully unaware of any change in their surroundings. Our grass will keep them well fed over the winter and their grazing, and resulting dung, will help to keep control of the weeds and feed the life in the soil. It truly is a match made in heaven.

Rob Haward

"Pequenos Produtores Esfriam o Planeta"

"As atuais formas globais de produção, consumo e mercado causaram uma destruição massiva do meio ambiente, incluindo o aquecimento global, que está colocando em risco os ecossistemas de nosso planeta e levando as comunidades humanas rumo aos desastres. O aquecimento global mostra o fracasso do modelo de desenvolvimento baseado no consumo de energia fóssil, na superprodução e no livre comércio.

Os camponeses e camponesas de todo o mundo unem suas mãos com outros movimentos sociais, organizações, pessoas e comunidades em defesa de transformações sociais, econômicas e políticas radicais para inverter a tendência atual. Os camponeses, especialmente os pequenos produtores, são os primeiros a sofrer os impactos das mudanças climáticas.

As mudanças nas estações trazem consigo secas pouco usuais, inundações e tormentas, destruindo terras de cultivo e casas dos camponeses. Ainda mais, as espécies animais e vegetais estão desaparecendo num ritmo sem precedentes.

Os camponeses têm que se adaptar aos novos padrões climáticos, adaptando suas sementes e seus sistemas de produção habituais a uma nova situação, que é imprevisível. As secas e inundações estão conduzindo ao fracasso as colheitas, aumentando o número de pessoas famintas no mundo.

Há estudos que prevêem um decrescimento da produção agrícola global numa escala que varia de 3 a 16% para o ano 2008. Nas regiões tropicais, o aquecimento global conduzirá, muito provavelmente, a um grave declínio da agricultura (mais de 50% em Senegal e mais de 40% em Índia), e à aceleração da desertificação de terras de cultivo. Por outro lado, enormes áreas na Rússia e Canadá se tornarão cultiváveis pela primeira vez na história humana, mas ainda se desconhece como estas regiões poderão ser cultivadas.

A produção e o consumo industrial de alimento estão contribuindo de forma significativa para o aquecimento e a destruição de comunidades rurais. O transporte intercontinental de alimento, a monocultura intensiva, a destruição de terras e bosques e o uso de insumos químicos na agricultura estão transformando a agricultura em consumidor de energia e contribuindo para a mudança climática.

Sob as políticas neoliberais impostas pela Organização Mundial do Comercio (OMC), bem como pelo Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), os acordos de livre comércio bilaterais, a comida se produz com pesticidas derivados do petróleo e fertilizantes, e são transportadas para todo o mundo para a sua transformação e consumo.

A Via Campesina, um movimento que reúne milhões de camponeses e produtores de todo o mundo, declara que é tempo de mudar de forma radical a forma de produzir, transformar, comercializar e consumir alimentos e produtos agrícolas. Acreditamos que a agricultura sustentável em pequena escala e o consumo local de alimentos vai inverter a devastação atual e sustentar milhões de famílias camponesas. A agricultura também pode contribuir para o esfriamento da terra utilizando práticas agrícolas que reduzam a emissão de CO2 e o uso de energia por parte dos camponeses.

Por outro lado, os camponeses também podem contribuir na produção de energia renovável, especialmente por meio da energia solar e o biogás. A agricultura globalizada e a agricultura industrializada geram o aquecimento global pelos seguintes pontos:

1) Por transportar alimentos por todo o mundo

Transportam-se alimentos frescos e empacotados por todo o mundo e, atualmente, não é raro encontrar nos Estados Unidos ou na Europa, frutas, verduras, carne e vinho provenientes da África, América do Sul ou Oceania; também encontramos arroz asiático na América ou na África.

Os combustíveis fósseis usados para o transporte de alimento estão liberando toneladas de CO2 para a atmosfera. A organização de camponeses suíços, a UNITERRE, calculou que um quilo de aspargos importados do México necessita 5 litros de petróleo para viajar por via aérea (11.800 quilômetros) até a Suíça. No entanto, um quilo de aspargo produzido em Genebra necessita somente 0,3 litros de petróleo para chegar até o consumidor.

2) Pela imposição de meios industriais de produção (mecanização, intensificação do uso de agro-químicos, monocultivo)

A chamada agricultura moderna, especialmente a monocultura industrial, está destruindo os processos naturais do solo (o que conduz a uma presença de CO2 na matéria) e substitui por processos químicos baseados em fertilizantes e pesticidas.

Por conta, acima de tudo, do uso de fertilizantes químicos, da criação intensiva de gado e da monocultura, se produz um volume significativo de óxido nitroso (NO2), o terceiro gás de efeito invernadeiro com maior efeito sobre o aquecimento global. Na Europa, 40% da energia consumida nas explorações agrárias se deve à produção de fertilizantes nitrogenados.

Por sua vez, a produção agrária industrial consome muito mais energia (e libera mais CO2) para mover seus tratores gigantescos para cultivar a terra e processar a comida.

3) Por destruir a biodiversidade (e sumideiros de carbono)

O ciclo do carbono tem sido parte da estabilidade do clima durante milhões de anos. As empresas do agronegócio destruíram este equilíbrio pela imposição generalizada da agricultura química (com uso massivo de pesticidas e fertilizantes procedentes do petróleo), com a queima de bosques para plantações de monocultivo e destruindo as terras pantanosas e a biodiversidade.

4) Conversão da terra e os bosques em áreas não agrícolas

Bosques, pastagens e terras cultiváveis estão sendo convertidos rapidamente em áreas de produção agrícola industrial, em centros comerciais, complexos industriais, grandes casas e em grandes projetos de infra-estrutura ou em complexos turísticos. Estas mudanças causam a liberação massiva de carbono e reduzem a capacidade do meio ambiente absorver o carbono liberado na atmosfera.

5) Transformação da agricultura de produtora em consumidora de energia

Em termos energéticos, o primeiro papel das plantas e da agricultura é transformar a energia solar na energia contida nos açucares e celuloses que podem ser diretamente absorvidas na comida ou transformadas em produtos de origem animal. Esse processo é natural e gera energia na cadeia alimentar.

Não obstante, a industrialização do processo agrícola nos conduziu, nos últimos 200 anos, a uma agricultura que consome energia (usando tratores, agro-químicos derivados do petróleo, fertilizantes).

Falsas soluções

Os agrocombustíveis (combustíveis produzidos a partir de plantas e árvores) se apresentaram muitas vezes como uma solução para a atual crise energética. Segundo o protocolo de Kyoto, 20% do consumo global de energia deveriam provir de recursos renováveis até 2020 - e isto inclui os agrocombustíveis.

No entanto, deixando de lado a loucura de produzir comida para alimentar os automóveis enquanto muitos seres humanos estão morrendo de fome, a produção industrial de agrocombustíveis vai aumentar o aquecimento global, em vez de proporcionar a redução.

Em troca de uma pequena mudança ainda não comprovada (com exceção da cana-de-açúcar) de alguns gases de efeito invernadeiro comparado com os combustíveis fósseis, a produção da monocultura de palma, soja, milho ou cana-de-açúcar vai contribuir no desflorestamento e na destruição da biodiversidade. A produção intensiva de agrocombustíveis não é uma solução para o aquecimento global nem resolverá a crise global no setor agrícola.

O comércio de carbono

No protocolo de Kyoto e outros planos internacionais, o “comércio de carbono” tem se apresentado como uma solução para o aquecimento global. É uma privatização do carbono posterior à privatização da terra, ar, sementes, água e outros recursos.

Permite que governos assinem licenças com grandes contaminadores industriais de modo que possam comprar o “direito de contaminar” entre eles mesmos. Alguns outros programas fomentam que países industrializados financiem vertedouros baratos de carbono tais como plantações em grande escala no Sul, como uma forma de evitar a redução das suas próprias emissões.

Dessa maneira, estão sendo criadas grandes plantações ou áreas naturais de conservação na Ásia, África e América Latina, expulsando comunidades de suas terras e reduzindo o direito de acesso aos próprios bosques, campos e rios.

Cultivos e árvores transgênicas

Atualmente estão sendo desenvolvidas árvores e cultivos transgênicos para agrocombustíveis. Os organismos geneticamente modificados não resolverão nenhuma crise do meio ambiente sem que os mesmos coloquem em risco o meio ambiente, bem como a saúde e a segurança alimentar.

Essas árvores e cultivos transgênicos formam parte da “segunda geração” de agrocombustíveis baseados na celulose, enquanto que a primeira geração se baseia em diferentes formas de açúcar das plantas. Ainda, nos casos nos quais não se usam variedades transgênicas, a “segunda geração” apresenta os mesmos problemas que a geração anterior.

A Soberania Alimentar proporciona meios de subsistência a milhões de pessoas e protege a vida na terra
A Via Campesina acredita que as soluções para a atual crise têm que surgir de atores sociais organizados, que estão desenvolvendo modelos de produção, comércio e consumo baseados na justiça, na solidariedade e em comunidades saudáveis.

Nenhuma solução tecnológica vai resolver o desastre social e do meio ambiente. Somente uma mudança radical na forma como produzimos, comercializamos e consumimos pode dar terras para comunidades rurais e urbanas saudáveis. A agricultura sustentável em pequena escala, um trabalho intensivo e de pouco consumo de energia podem contribuir para o resfriamento da terra:

- Assumindo mais CO2 no solo, de maneira orgânica, através da produção sustentável (a produção extensiva de vacas e ovelhas em pastagens tem um balanço positivo de gás invernadeiro).

- Substituição dos fertilizantes nitrogenados pela agricultura ecológica e/ou cultivando proteaginosas que capturam nitrogênio diretamente do ar.

- Produção de biogás de resíduos animais e vegetais, com a condição de manter suficiente matéria orgânica no solo.

Em todo o mundo, praticamos e defendemos a agricultura familiar e sustentável e em pequena escala, e exigimos soberania alimentar. A soberania alimentar é o direito das pessoas aos alimentos saudáveis e culturalmente apropriados, produzidos através de métodos sustentáveis e saudáveis, e seu direito a definir seus próprios alimentos e sistemas de agricultura.

Colocamos no fundamento dos sistemas e das políticas alimentares as aspirações e necessidades daqueles que produzem, distribuem e consomem alimento, no lugar das demandas dos mercados e das transnacionais.

A soberania alimentar dá prioridade às economias e mercados locais e nacionais, dando poder a camponeses e pequenos agricultores, aos pescadores tradicionais, aos pastores e à produção, distribuição e consumo de alimentos baseados na sustentabilidade ambiental, social e econômica. Exigimos urgentemente aos encarregados de tomar decisões locais, nacionais e internacionais:

1) O desmantelamento completo das companhias de agrocombustíveis. Estão despojando aos pequenos produtores de suas terras, produzindo lixo e criando desastres ambientais.

2) A substituição da agricultura industrializada pela agricultura sustentável em pequena escala, apoiada por verdadeiros programas de reforma agrária.

3) A promoção de políticas energéticas sensatas e sustentáveis. Isto inclui o consumo de menor energia e a produção de energia solar e biogás pelos camponeses em lugar da promoção em grande escala da produção de agrocombustíveis, como é o caso atual.

4) A implementação de políticas de agricultura e comércio em nível local, nacional e internacional, dando suporte à agricultura sustentável e ao consumo de alimentos locais. Isto inclui a abolição total dos subsídios que levam ao dumping (competição desleal) de comida barata nos mercados de exportação e o dumping de comida barata em mercados nacionais.

Pelos meios de subsistência de milhões de pequenos produtores de todo o mundo, pela saúde das pessoas e pela sobrevivência do planeta: exigimos soberania alimentar e nos comprometemos a lutar de forma coletiva para consegui-la."

VIA CAMPESINA INTERNACIONAL

(Tradução do espanhol: Daniel S. Pereira – São Paulo/SP)

Friday, 16 November 2007

Worst EU lobby award


Questions we should ask ourselves

As PhD students we should be clear about the advantages and disadvantages of specialization.

Is Specialization a Dead End?
The Phylogeny of Host Use in Dendroctonus Bark Beetles (Scolytidae)

Scott T. Kelley, Brian D. Farrell
Evolution, Volume 52, Issue 6 (Dec., 1998), 1731-1743.

The concept that specialization leads to an evolutionary dead end, first postulated by Cope (1896) as the "law of the unspecialized," has been a central idea in evolutionary biology
(Huxley 1942; Mayr 1963; Rensch 1980).
While shifts between generalist and specialist habits surely occur in both directions, it is not yet clear whether specialists are more often phylogenetically derived and dispersed (i.e., highly
"tippy"; found at the tips of the phylogenetic tree) consistent with the notion that specialists more often go extinct.

The "jack of all trades, master of none" hypothesis is commonly used to explain the prevalence of specialists (Via 1984, 1986; Simms and Rausher 1989; Tienderen 1991; Schluter 1995; Robinson et al. 1996). Under this hypothesis, specialization evolves as a consequence of trade-offs in performance of organisms on different hosts, such that optimized use of one host limits performance on others (Simms and Rausher 1989; Futuyma and Moreno 1988; Jaenike 1990).
Disparate results in the search for performance trade-offs has led to evaluation of other factors favoring specialization, such as freedom from natural enemies (Price et al. 1980; Bernays
and Graham 1988).

Thoughts for amusement

Yesterady evening this section of Steiners "Philosophy of freedom" amused me a lot:

"When three people are sitting at a table, how many distinct tables are there: Whoever answers “one” is a naïve realist; whoever answers “three” is a transcendental idealist; but whoever answers “four” is a transcendental realist. Here, of course, it is assumed that it is legitimate to embrace such different things as the one table as a thing-in-itself and the three tables as perceptual objects in the three consciousnesses under the common designation of “a table”. If this seems too great a liberty to anyone, he will have to answer “one and three” instead of “four”.
When two people are alone together in a room, how many distinct persons are there: Whoever answers “two” is a naïve realist. Whoever answers “four” (namely, one self and one other person in each of the two consciousnesses) is a transcendental idealist. Whoever answers “six” (namely, two persons as “things-in-themselves” and four persons as mentally pictured objects in the two consciousnesses) is a transcendental realist. "

Anyone wants to talk alone with me, under 12 eyes/ unter 12 Augen?

Wednesday, 14 November 2007

Monday, 12 November 2007

Newcomers to farming

The abandonment of small farms is occurring worldwide, as it is a side-effect of major economic theory streams, underlying agricultural and trade policy. As these theoretic ideas underlying policies are predominantly based on narrow insights into the complexities of economic life and the role of agriculture, it is understandable that unwanted consequences accompany them.

Land abandonment is one of those unwanted consequences of agricultural and trade policy. It is problematic in so far as it implies that small-scale farming is not profitable anymore and entire farm families, villages and regions cannot derive an income from farming and have to search for alternative income sources to secure their livelihoods. However, alternative income sources are scarce in rural areas and people are forced to migrate into cities and foreign countries to find a job they can carry out with their former working experience. The abandoned land can be subject to natural succession and revegetation, but when agricultural land goes out of cultivation for local needs, people once supported by those lands start to rely on far-off resources, implying dependence on factors out of their control (Norberg-Hodge, 2000), low real economic efficiency in the agro-food chain (Pretty, 1998, Groh, 1997) and an increased ecological footprint (Sachs, 1998).

Industrialization of agriculture started late in the XXth century in Portugal and family-farming and the peasant economy are facing a serious threat of extinction. Therefore it is urgent to preserve the traits of still existing traditional farming systems that will be key to develop a sustainable, locally adapted agriculture. These traits can only be preserved if the knowledge underpinning it continues to be used and passed on. As the agricultural population in marginal areas in Portugal is mainly made up of elderly, with little skills in farm business management, as they are required nowadays to assure farm viability, newcomers to farming will play a crucial role to start off sustainable development of marginal areas.

(This is a little excerpt of my annual report)

Tuesday, 6 November 2007

Wunschpunsch Rezept

Man nehme kathotyme Phleben
und katafalkes Polyglom,
und lasse beides zyklisch schweben
in dramoliertem An-Atom.
Durch schlemihilierte Ektoplasen
purgiert sich schismothymes Myrth
das wiederum mit Antigasen
zum Prosten alkoholisiert.
Basierend auf humanem Morchel
aus ungeflaxtem Proklamat
tingiert der aziphere Schnorchel
gratinisch mit dem Thermostat.
Konjekturiert die Unglykose
sodann auf Saeureparitaet,
ballonisiert sich die Sklerose
zur Hoch-Promille-Qualitaet;
doch ist die Dosis nicht halunkisch
durch ganoviertes Krimminol,
bleibt die komplexe Drexe flunkisch
als unstabiler Ulkohol.
Drum achte man aufs Hirngeblaese
beim diabolischen Kontarkt,
denn scheuert die Schimaeren-Fraese,
dann schnibbelt leicht der Sadofarkt.
Ist dies erfyllt, so byllt sich thymisch
Galaxenparalaxenwachs
in pyromanem Slaz alchymisch
als asdrubales Minimax.
...

Michael Ende

No wonder this reminds me of organic chemistry classes and...the congress of rural studies...

Monday, 5 November 2007

Multifuncbanalidade

No meio académico-científico em Portugal está em grande moda falar da multifuncionalidade. Multifuncionalidade já não é um atributo, um adjectivo que caracteriza por exemplo a agricultura, mas passou a substantivo e objecto de investigação, bastante atractivo até para se conseguir financiamento de projectos, por estar na moda mesmo.

Numa perspectiva histórica é importante sim, que agora, finalmente, após 50 anos a se louvar a eficiência e racionalidade de explorações dedicadas unicamente à produção em massa de umas poucos cultivares, se ter notado que a agricultura tem mais funções para além da produção primária. Como a produção agrícola tem inúmeras externalidades, que se pode mesmo designar por funções, (tal como preservação de biodiversidade, preservação de agrobiodiversidade, preservação de conhecmineto ecológico local, preservação da cultura camponesa, fortalecimento de ligações socias, etc, etc) caracterizou-se então a agricultura como um sector multifuncional.

Agora acontece que, finalmente a PAC adoptou o termo "agricultura multifuncional", não se sabe bem porque. Por um lado concerteza a pressão de grupos ambientalistas tornaram necessário o sector político responder e considerar os efeitos paralelos da actividade agrícola. Por outro lado, as negociações no âmbito do estabelecimento do Acordo sobre Agricultura da OMC, levou também a que os países industrializados quisessem arranjar estratégias alternativas santinhas de manter o seu proteccionismo. Então dizer "oh não, nós não pagamos aos agricultores para produzir, mas apenas para preservar a paisagem" é uma desculpa bonita até para se continuar a dar dinheiro aos agricultores, sem directamente estimular ou influenciar a produção. Portanto; caixinha verde.

O que me parece é que no meio académico agora se está a tentar perceber "o que é que eles querem dizer com multifuncionalidade"? E, em vez de se consultar uma enciclopédia ou um simples dicionário, especula-se. Perceber o que é que é aquilo da multifuncionalidade é tornado uma acção de esforço científico colectivo e quem sabe articular frases complexas em torno da multifuncionalidade do espaço rural sem se engasgar (nem é preciso dizer nada de jeito) é herói.

Há quem diga que o conceito da multifuncionalidade operacionaliza o conceito do desenvolvimento sustentável: em vez de se estar a falar de um termo tão vago como sustentável, fala-se agora de "promover a multifuncionalidade", ou seja, numa exploração agrícola ou numa região o que se quer promover agora é que se faça lá diferentes tipos de coisas que sejam boas para o ser humano (serviços, funções) e não só uma (o que de facto nunca ou muito raramente aconteceu).

Isto porque? Porque parece mais cientificamente correcto fazer-se de conta que não se está a guiar a orientação por valores pessoais, por ideologias. Fica melhor dizer "multifuncionalidade", que parece ser uma coisa neutra. Quem estiver afectado pode escolher quais são as preferências em termos de funções que se pretende para um determinado espaço. Mas isso tira exactamente a orientação para a sustentabilidade; para o maior bem comum a longo prazo! - Fazer de contas que é indiferente o que se faz e como.

Parece então que toda a investigação em torno do conceito de multifuncionalidade não tem fundamentos sólidos, está a flutuar sobre nada. Em vez de termos uma visão sólida, explícita sobre quais são e como queremos resolver os problemas do meio rural e basearmos a nossa investigação e intervenção nessa compreensão, gasta-se imenso tempo e imensos recursos para construir e manter a visão do "cientificamente neutro". Exactamente numa área tão complexa como a Sociologia Rural é necessário ter as ideias e convicções básicas bem claras e explícitas, para que essas possam ser discutidas abertamente, refutadas, avançadas. Manter as ideologias por detrás da cortina e falar apenas em qualquer coisa superficial (tipo processos e dinâmicas territoriais) desavança o conhecimento e a resolução dos problemas que se agravam a cada dia.

O que é assustador também é que o que são consideradas ser as ideais "explorações multifuncionais" são, de facto, o passa-tempo de ricos que têm capital e formação e cunhas suficientes para investirem em múltiplas actividades ao nível da exploração. Pluriactividade portanto, e não multifuncionalidade da agricultura. "O desenvolvimento da multifuncionalidade" não é então nada que vá melhorar as condições de vida dos agricultores familiares nas zonas rurais marginalizadas.