"Excuses are obstacles we place in our way."
Steiner
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Monday, 1 February 2010
Thursday, 26 February 2009
Climate change
Global climate change is a real way how we are being made aware of the reality of the Unus mundus.
If we would stop running around like mad, and deaccelerate our lifestyle, climate change would deaccelerate as well.
Why are we running so fast anyways?
If we would stop running around like mad, and deaccelerate our lifestyle, climate change would deaccelerate as well.
Why are we running so fast anyways?
Thursday, 5 June 2008
Prefácio à trimembração social - utopismo e realidade
As tarefas sociais contemporâneas são tais que não podem ser resolvidas se são enfrentadas com utopismos. A crença que algum programa prescrito e fixo possa resolver os problems sociais da actualidade não avança a sua resoulção. È possível falar muito sobre como alguma estratégia seria tão adequada em satisfazer a humanidade, mas essa conversa tende de perder de vista a praticabilidade, perdendo a relação com a realidade.
Mesmo acreditando que alguêm esteja na posse de uma solução completa para os problemas sociais, seria muito imprático acreditar que basta convençer as pessoas certas para implementar a “soulção”. Nos tempos que correm não é possível intervir na sociedade deste modo. A disposição humana não é tal que se diria “está ali alguêm que sabe como as coisas devem ser feitas. Vamos seguir os seus concelhos e fazer tudo como ele diz.”
Este livro conta com esta relaidade. Aqueles que julgam que este texto tem um carácter utópico estão enganados, pois vêm nos outros as rotinas do seu próprio pensamento. Muitas pessoas com pensamento prático acreditam ainda que devem abordar outras pessoas com ideias utópicas, principalmente na área económica. Estas pessoas precisam de se convencer que a sua audiência não pode dar utilidade alguma às suas ideias utópicas.
Isto deve ser tratado como uma evidência. Pois indica um facto importante da vida pública contemporânea. Trata-se do facto de que ideias alienadas das necessidades práticas não podem contribuir para resolver situações problemáticas reais.
Este ponto de vista não pode ser muito popular, pois exige que se admita ou reconheca que se reflecte sobre os problemas reais da vida de uma forma pouco prática e alienada das necessidades reais. No entanto, este reconhecimento é importante, para que a aproximação realista às questões sociais seja possível.
Esta reflexão põe em questão a vida cultural e espiritual actual. A humanidade moderna desenvolveu uma vida cultural dependente de instituições estatais e de forças económicas. O Homem já em criança é integrado no ensino e na educação estatal. Por isso só pode ser educado consoante as condições económicas a que está exposto. Pode se acreditar que isto torne o ser humana bem adaptado às condições de vida em que se encontra, pois o estado tem a possibilidade de formar instuituições de educação que educem o ser humano de modo a que este possa servir da melhor maneira à sociedade. E também se pode acreditar facilmente que o ser humano se torna mais útil se for educado consoante as necessidades do sistema económico. No entanto, este texto tem que mostrar que a confusão que existe na vida pública e cultural actual resulta da dependência da esfera cultural do estado e da economia.
Deste modo este texto vira se contra enganos amplamente aceites. A regulação da educação pelo estado é vista há mutio tempo como algo positivo para a sociedade e pensadores socialistas não conseguem imaginar nada melhor do que o estado educar as pessoas de modo a que estas sirvam melhor os interesses do colectivo.
Não é fácil chegar à conclusão de que o que foi bom para a humanidade num certo tempo histórico possa deixar de o ser mais tarde. Para a evolução humana foi importante que a educação tenha sido subtraida das instituições que a administravam na época medieval para a integrar nas funções do estado. Mas a manutenção desta situação na actualidade é um erro.
Steiner, 1919
Traduzido do prefácio de "Die Kernpunkte der Sozialen Frage"
Mesmo acreditando que alguêm esteja na posse de uma solução completa para os problemas sociais, seria muito imprático acreditar que basta convençer as pessoas certas para implementar a “soulção”. Nos tempos que correm não é possível intervir na sociedade deste modo. A disposição humana não é tal que se diria “está ali alguêm que sabe como as coisas devem ser feitas. Vamos seguir os seus concelhos e fazer tudo como ele diz.”
Este livro conta com esta relaidade. Aqueles que julgam que este texto tem um carácter utópico estão enganados, pois vêm nos outros as rotinas do seu próprio pensamento. Muitas pessoas com pensamento prático acreditam ainda que devem abordar outras pessoas com ideias utópicas, principalmente na área económica. Estas pessoas precisam de se convencer que a sua audiência não pode dar utilidade alguma às suas ideias utópicas.
Isto deve ser tratado como uma evidência. Pois indica um facto importante da vida pública contemporânea. Trata-se do facto de que ideias alienadas das necessidades práticas não podem contribuir para resolver situações problemáticas reais.
Este ponto de vista não pode ser muito popular, pois exige que se admita ou reconheca que se reflecte sobre os problemas reais da vida de uma forma pouco prática e alienada das necessidades reais. No entanto, este reconhecimento é importante, para que a aproximação realista às questões sociais seja possível.
Esta reflexão põe em questão a vida cultural e espiritual actual. A humanidade moderna desenvolveu uma vida cultural dependente de instituições estatais e de forças económicas. O Homem já em criança é integrado no ensino e na educação estatal. Por isso só pode ser educado consoante as condições económicas a que está exposto. Pode se acreditar que isto torne o ser humana bem adaptado às condições de vida em que se encontra, pois o estado tem a possibilidade de formar instuituições de educação que educem o ser humano de modo a que este possa servir da melhor maneira à sociedade. E também se pode acreditar facilmente que o ser humano se torna mais útil se for educado consoante as necessidades do sistema económico. No entanto, este texto tem que mostrar que a confusão que existe na vida pública e cultural actual resulta da dependência da esfera cultural do estado e da economia.
Deste modo este texto vira se contra enganos amplamente aceites. A regulação da educação pelo estado é vista há mutio tempo como algo positivo para a sociedade e pensadores socialistas não conseguem imaginar nada melhor do que o estado educar as pessoas de modo a que estas sirvam melhor os interesses do colectivo.
Não é fácil chegar à conclusão de que o que foi bom para a humanidade num certo tempo histórico possa deixar de o ser mais tarde. Para a evolução humana foi importante que a educação tenha sido subtraida das instituições que a administravam na época medieval para a integrar nas funções do estado. Mas a manutenção desta situação na actualidade é um erro.
Steiner, 1919
Traduzido do prefácio de "Die Kernpunkte der Sozialen Frage"
Monday, 19 May 2008
In den Weiten
In den Weiten sollst du lernen,
wie das Blau der Aetherfernen,
erst im Weltensein entschwindet
und in dir sich wiederfindet.
R. Steiner
wie das Blau der Aetherfernen,
erst im Weltensein entschwindet
und in dir sich wiederfindet.
R. Steiner
Friday, 15 February 2008
Advice & absurdity
Once upon a time this observant man went traveling on a train. He was sitting alone in his compartment for a while, but then two people entered; a lady and a gentleman. Soon the gentleman started to behave very ungentelmanish, putting his feet up on the chairs and later lying down to occupy half the places in the compartment and sneezing and so on. Apparently he was sick. The lady was filled with compassion and asked the man about his ailments and, step by step, revealed that she was also suffering from a series of conditions. Now a very lively exchange started. The lady knew all the medicines and sanatoriums where the man could find a cure. The man knew several things he proposed that could help the lady. They took out their notebooks and each of them started to note down the advice of the other for his ailments and giving his advice in turn to the other.
Strangely enough they knew all that could cure the other but nothing that would help themselves.
(I read this story either from Steiner or somewhere in info3.)
Strangely enough they knew all that could cure the other but nothing that would help themselves.
(I read this story either from Steiner or somewhere in info3.)
Wednesday, 12 December 2007
As pessoas e a economia
onde também diz que a visão que Adam Smith tinha sobre o ser humano não foi na prática posta em causa desde então:
"Die klassischen Wirtschaftstheorien gehen vom Menschenbild Adam Smith‘s aus, der den moralisierenden Charakter des wirtschaftlichen Eigennutzes beseitigte. Leider bleiben alle Theorien hier stecken... "
Não é o mercado que precisa de ser livre. São as pessoas.
"Die klassischen Wirtschaftstheorien gehen vom Menschenbild Adam Smith‘s aus, der den moralisierenden Charakter des wirtschaftlichen Eigennutzes beseitigte. Leider bleiben alle Theorien hier stecken... "
Não é o mercado que precisa de ser livre. São as pessoas.
Tuesday, 27 November 2007
Can't stand it
"Wir sind im ganzen Verlauf der neueren Menschheitsentwicklung dazu gekommen, gewisse Einrichtungen einfach aus der Art, wie wir heute denken, nicht mehr zu ertragen."
R. Steiner 20 Juni 1920
Meaning something along the lines: "in the natural curse of human evolution we came to the point that we cannot stand certain institutions anymore, simply out of the way we think today."
R. Steiner 20 Juni 1920
Meaning something along the lines: "in the natural curse of human evolution we came to the point that we cannot stand certain institutions anymore, simply out of the way we think today."
Friday, 16 November 2007
Thoughts for amusement
Yesterady evening this section of Steiners "Philosophy of freedom" amused me a lot:
"When three people are sitting at a table, how many distinct tables are there: Whoever answers “one” is a naïve realist; whoever answers “three” is a transcendental idealist; but whoever answers “four” is a transcendental realist. Here, of course, it is assumed that it is legitimate to embrace such different things as the one table as a thing-in-itself and the three tables as perceptual objects in the three consciousnesses under the common designation of “a table”. If this seems too great a liberty to anyone, he will have to answer “one and three” instead of “four”.
When two people are alone together in a room, how many distinct persons are there: Whoever answers “two” is a naïve realist. Whoever answers “four” (namely, one self and one other person in each of the two consciousnesses) is a transcendental idealist. Whoever answers “six” (namely, two persons as “things-in-themselves” and four persons as mentally pictured objects in the two consciousnesses) is a transcendental realist. "
Anyone wants to talk alone with me, under 12 eyes/ unter 12 Augen?
"When three people are sitting at a table, how many distinct tables are there: Whoever answers “one” is a naïve realist; whoever answers “three” is a transcendental idealist; but whoever answers “four” is a transcendental realist. Here, of course, it is assumed that it is legitimate to embrace such different things as the one table as a thing-in-itself and the three tables as perceptual objects in the three consciousnesses under the common designation of “a table”. If this seems too great a liberty to anyone, he will have to answer “one and three” instead of “four”.
When two people are alone together in a room, how many distinct persons are there: Whoever answers “two” is a naïve realist. Whoever answers “four” (namely, one self and one other person in each of the two consciousnesses) is a transcendental idealist. Whoever answers “six” (namely, two persons as “things-in-themselves” and four persons as mentally pictured objects in the two consciousnesses) is a transcendental realist. "
Anyone wants to talk alone with me, under 12 eyes/ unter 12 Augen?
Tuesday, 16 October 2007
Help! / Socorro!
After reading the one or the other article on biodynamics, now I caught myself in the attempt of writing the idiom "life forces" into my academic annual report. And I'm not studying in Kassel, FB11, no. Should I write it anyways, or find another way of saying what I want to say?
What have you done under similar circumstances?
...write it anyways? Put a footnote?
Saying an Undine told me about it? (Undine, 2006, pers comm.) :)
What have you done under similar circumstances?
...write it anyways? Put a footnote?
Saying an Undine told me about it? (Undine, 2006, pers comm.) :)
Friday, 5 October 2007
Important contribution to SA
Sustainable agriculture has received several interesting impulses from the teachings of the Austrian philosopher Rudolf Steiner (1861-1925). Steiner perceived that the materialistic approach to agriculture, as informed for example by the work of Justus von Liebig, resulted in lower nutritive quality of food. In 1924 he was asked to teach a course on Agriculture, which resulted in the foundations of the biodynamic movement. The biodynamic movement was the first purposeful return to organic farming practices and also at the very beginning of a scientific assessment of traditional agricultural practices (e.g. Lilly Kolisko’s research on the influence of the moon on plant growth: (Kolisko and Kolisko, 1939).
The idea of Community Supported Agriculture also developed out of the ideas of Steiner, who taught that the ideal governing the economic sphere ought to be fraternity (rather than profit maximization and competition).
In the bible it says something like "recognize them by their actions"...
The idea of Community Supported Agriculture also developed out of the ideas of Steiner, who taught that the ideal governing the economic sphere ought to be fraternity (rather than profit maximization and competition).
In the bible it says something like "recognize them by their actions"...
Tuesday, 2 October 2007
Economic sphere
"The ideal of fraternity in the economic sphere."
This Steiner proposal is just amazing...and what a far, far way to go...
This Steiner proposal is just amazing...and what a far, far way to go...
Sunday, 23 September 2007
Auto-conhecimento
Perspectiva antroposófica
A possibilidade de auto-conhecimento é dada ao Homem através do seu “Eu”. Seres que não possuem um “Eu” independente, como animais, não são capazes de adquirir auto-conhecimento. Auto-conhecimento, no entanto, também não é dado como tal ao Homem, mas tem que ser des-coberto activamente.
A primeira etapa do auto-conhecimento surge através do reconhecimento do meio através dos órgãos físicos. A consciência dos objects que nos circundam permite distnguirmo-nos deles como sujeito no qual a auto-consciência acorda.
Seria errado tentarmos descobrir o nosso “Eu” através de uma introspecção fechada sobre nós mesmos. O que podemos encontrar através deste “olhar para dentro” não é o nosso ser real, mas uma construção abstracta e vã feita por nós próprios sobre nós. Obviamente esta construção está impregnada de medos e desejos que distorcem a nossa visão. E, na realidade, esta avaliação que fazemos de nós mesmos não pode reflectir um valor real, pois falta nos uma referência, uma medida, para podermos averiguar verdadeiramente o nosso valor perante o mundo e a ordem moral.
Fazer uma avaliação das nossas vantagens e dos nossos erros, dizendo “isto fizeste bem e isto fizeste mal” não avança o Homem, mas antes tende a mantê-lo no nível actual, pois resulta em auto-satisfação ou arrependimento, que ambos impedem o nosso progresso.
Auto-conhecimento mais objectivo tem que começar com o reconhecimento da influência do lugar e do tempo em que nascemos sobre nós. Imaginando como seriamos se tivessemos nascido 100 anos mais cedo ou mais tarde, ou noutra parte do mundo ajuda a descobrir como o nosso lugar e a nossa época nos moldaram.
Depois pode-se fazer as contas: o que resta da nossa personalidade se subtrairmos as influências do lugar e da época histórica em que vivemos? Assim reconhece-se melhor a validade relativa e limitada no espaço e no tempo daquilo que assumimos “ser assim mesmo” (costumes, ideias feitas, etc.).
Claro está que as influências externas acabam por fazer parte daquilo que somos, mas se a nossa intenção é perceber como nós nos relacionamos com o mundo, o que é unicamente nosso, temos que distinguir o que são as nossas intenções e decisões e o que é o resultado de pressões exteriores.
E daí percebe-se a frase “se te queres conhecer a ti mesmo, olha para o mundo”. Pois a primeira etapa para o conhecimento de nós próprios é conhecer a história e o presente dos lugares em que nos desenvolvemos. Para conhecermos as causas porque somos o que somos temos que olhar em nossa volta.
A um nível mais profundo, para conhecermos os nossos talentos e as nossas capacidades, podemos olhar para a nossa família, as pessoas e a cultura específica que nos influenciam. O que temos em comum com o grupo a que pertencemos? Assim revelam-se as faculdades individuais. Se nos dedicarmos a encontrar interesse em coisas que até agora nos diziam pouco, podemos de certa forma tornar nos independentes das influências inerentes à nossa pertenca a um certo grupo humano.
Para aprofundar o nosso auto-conhecimento podemos agora olhar para as pessoas que nos influenciaram na nossa vida, desde o nascimento. Pais, irmãos, familiares, professores, colegas, amigos e inimigos. Como é que cada um deles contribuiu para nós nos tornarmos naquilo que hoje somos? E nesta perspectiva importa não nos vermos como vítimas, mas tentar entender como o nosso ser contribuiu para que os outros fossem para nós o que foram.
O conhecimento preciso do que nos influencia é que nos vai permitir tomar decisões independentes e agir em liberdade. E desta perspectiva entende-se a frase “conhece-te a ti próprio para te tornares livre.”
Este texto é um sumário do capítulo "Selbtserkenntnis" da Anthro-Wiki em http://www.anthrowiki.info/
A possibilidade de auto-conhecimento é dada ao Homem através do seu “Eu”. Seres que não possuem um “Eu” independente, como animais, não são capazes de adquirir auto-conhecimento. Auto-conhecimento, no entanto, também não é dado como tal ao Homem, mas tem que ser des-coberto activamente.
A primeira etapa do auto-conhecimento surge através do reconhecimento do meio através dos órgãos físicos. A consciência dos objects que nos circundam permite distnguirmo-nos deles como sujeito no qual a auto-consciência acorda.
Seria errado tentarmos descobrir o nosso “Eu” através de uma introspecção fechada sobre nós mesmos. O que podemos encontrar através deste “olhar para dentro” não é o nosso ser real, mas uma construção abstracta e vã feita por nós próprios sobre nós. Obviamente esta construção está impregnada de medos e desejos que distorcem a nossa visão. E, na realidade, esta avaliação que fazemos de nós mesmos não pode reflectir um valor real, pois falta nos uma referência, uma medida, para podermos averiguar verdadeiramente o nosso valor perante o mundo e a ordem moral.
Fazer uma avaliação das nossas vantagens e dos nossos erros, dizendo “isto fizeste bem e isto fizeste mal” não avança o Homem, mas antes tende a mantê-lo no nível actual, pois resulta em auto-satisfação ou arrependimento, que ambos impedem o nosso progresso.
Auto-conhecimento mais objectivo tem que começar com o reconhecimento da influência do lugar e do tempo em que nascemos sobre nós. Imaginando como seriamos se tivessemos nascido 100 anos mais cedo ou mais tarde, ou noutra parte do mundo ajuda a descobrir como o nosso lugar e a nossa época nos moldaram.
Depois pode-se fazer as contas: o que resta da nossa personalidade se subtrairmos as influências do lugar e da época histórica em que vivemos? Assim reconhece-se melhor a validade relativa e limitada no espaço e no tempo daquilo que assumimos “ser assim mesmo” (costumes, ideias feitas, etc.).
Claro está que as influências externas acabam por fazer parte daquilo que somos, mas se a nossa intenção é perceber como nós nos relacionamos com o mundo, o que é unicamente nosso, temos que distinguir o que são as nossas intenções e decisões e o que é o resultado de pressões exteriores.
E daí percebe-se a frase “se te queres conhecer a ti mesmo, olha para o mundo”. Pois a primeira etapa para o conhecimento de nós próprios é conhecer a história e o presente dos lugares em que nos desenvolvemos. Para conhecermos as causas porque somos o que somos temos que olhar em nossa volta.
A um nível mais profundo, para conhecermos os nossos talentos e as nossas capacidades, podemos olhar para a nossa família, as pessoas e a cultura específica que nos influenciam. O que temos em comum com o grupo a que pertencemos? Assim revelam-se as faculdades individuais. Se nos dedicarmos a encontrar interesse em coisas que até agora nos diziam pouco, podemos de certa forma tornar nos independentes das influências inerentes à nossa pertenca a um certo grupo humano.
Para aprofundar o nosso auto-conhecimento podemos agora olhar para as pessoas que nos influenciaram na nossa vida, desde o nascimento. Pais, irmãos, familiares, professores, colegas, amigos e inimigos. Como é que cada um deles contribuiu para nós nos tornarmos naquilo que hoje somos? E nesta perspectiva importa não nos vermos como vítimas, mas tentar entender como o nosso ser contribuiu para que os outros fossem para nós o que foram.
O conhecimento preciso do que nos influencia é que nos vai permitir tomar decisões independentes e agir em liberdade. E desta perspectiva entende-se a frase “conhece-te a ti próprio para te tornares livre.”
Este texto é um sumário do capítulo "Selbtserkenntnis" da Anthro-Wiki em http://www.anthrowiki.info/
Wednesday, 5 September 2007
Wishes
Our present wishes give evidence of hidden abilities, they are forerunners of what we will be able to achieve in the future.
Johann Wolfgang von Goethe
Johann Wolfgang von Goethe
Wednesday, 29 August 2007
Compulsory vitamin supply and Petition ELIANT
For the text below alone I find it already worth to support the Campaign ELIANT: http://www.eliant.eu/ in support of Applied Anthroposophy in Europe.
EU legislation has led to synthetic vitamins being added to biodynamic infant foods.
In 1996 the EU passed a guideline regulating cereal first foods for babies and infants. This determines the requirements for food constituents used during the weaning period of infants. The guideline prescribes Vitamin B1 contents of at least 25 µg/100 kJ in cereal mash or baby bottles. This minimum level is set so high that it cannot even be achieved in a full-grain product diluted with milk. In contrast to this, the World Health Organisation (WHO) and the FAO believe that substantially lower levels are wholly sufficient. In the Codex Alimentarius they recommend minimum Vitamin B1 contents of only 12,5 µg/100 kJ. As opposed to the excessively high minimum level in the EU guideline, the Vitamin B1 level in the Codex Alimentarius can be achieved without the addition of synthetic vitamins to cereal first foods.This excessive Vitamin B1 content stipulated by the EU first-foods guideline means that producers of baby and infant foods manufactured under the biodynamic guidelines of the Demeter cultivators association, are forced to add vitamins to their products. This “compulsory vitamin supplementation” conflicts with the aims and approach inherent in ecologically produced and processed products. The consumers of organic and biodynamic products expect these to be produced naturally and processed in an eco-friendly way. Above all, they should not contain additives that do not naturally belong to them. So far all efforts by Demeter International have failed to persuade the European Commission (SANCO general directorship) to undertake a review of guideline 96/5/EC so as to do justice to the needs of the consumers of organic/biodynamic products. In response to all enquiries the Commission has entrenched itself in the position that its scientific committee for foodstuffs has set the minimum vitamin levels after full consultation, and that no new scientific findings have come to light that might allow a revision of the guideline.Demeter has a different view. The fact that Codex Alimentarius regards a much lower level as sufficient is also based on scientific investigations. Nor is Demeter advocating abolition of the guideline, but is asking for a labelling regulation: products with artificial supplementation should be advertised and distinguishable as such. Demeter disputes the view that EU citizens are not adult enough to regulate their own diet and that their consumption must therefore be “compulsorily enhanced”. Demeter also regards this as being in conflict with the image of the self-determining human being that underpins the EU’s philosophy. Freedom of choice, at least, should be preserved.
Since previous lobby work has shown that polite and objectively-founded enquiries do not impress the Commission, we need to strengthen our publicity work in Brussels. The Brussels office of Demeter International will try, along with affected producers, to gain the support and partnership of the European Consumers Protection Association (BEUC). If this succeeds, we aim to hold round-table discussions on the theme of “Food safety, vitamin supplementation and consumer freedom of choice” in Brussels in mid-September 2007, and will invite the SANCO general directorate to attend. ELIANT’s participation and support is of prime importance for this initiative. The aim of publicity work and the conference must be to persuade SANCO to reflect seriously on reviewing guideline 96/5/EG, and to put this review on its agenda as early, if possible, as 2008/2009.
Text taken from the ELIANT website http://www.eliant.eu/, emphasis added to the especially LUCID conclusion. :)
EU legislation has led to synthetic vitamins being added to biodynamic infant foods.
In 1996 the EU passed a guideline regulating cereal first foods for babies and infants. This determines the requirements for food constituents used during the weaning period of infants. The guideline prescribes Vitamin B1 contents of at least 25 µg/100 kJ in cereal mash or baby bottles. This minimum level is set so high that it cannot even be achieved in a full-grain product diluted with milk. In contrast to this, the World Health Organisation (WHO) and the FAO believe that substantially lower levels are wholly sufficient. In the Codex Alimentarius they recommend minimum Vitamin B1 contents of only 12,5 µg/100 kJ. As opposed to the excessively high minimum level in the EU guideline, the Vitamin B1 level in the Codex Alimentarius can be achieved without the addition of synthetic vitamins to cereal first foods.This excessive Vitamin B1 content stipulated by the EU first-foods guideline means that producers of baby and infant foods manufactured under the biodynamic guidelines of the Demeter cultivators association, are forced to add vitamins to their products. This “compulsory vitamin supplementation” conflicts with the aims and approach inherent in ecologically produced and processed products. The consumers of organic and biodynamic products expect these to be produced naturally and processed in an eco-friendly way. Above all, they should not contain additives that do not naturally belong to them. So far all efforts by Demeter International have failed to persuade the European Commission (SANCO general directorship) to undertake a review of guideline 96/5/EC so as to do justice to the needs of the consumers of organic/biodynamic products. In response to all enquiries the Commission has entrenched itself in the position that its scientific committee for foodstuffs has set the minimum vitamin levels after full consultation, and that no new scientific findings have come to light that might allow a revision of the guideline.Demeter has a different view. The fact that Codex Alimentarius regards a much lower level as sufficient is also based on scientific investigations. Nor is Demeter advocating abolition of the guideline, but is asking for a labelling regulation: products with artificial supplementation should be advertised and distinguishable as such. Demeter disputes the view that EU citizens are not adult enough to regulate their own diet and that their consumption must therefore be “compulsorily enhanced”. Demeter also regards this as being in conflict with the image of the self-determining human being that underpins the EU’s philosophy. Freedom of choice, at least, should be preserved.
Since previous lobby work has shown that polite and objectively-founded enquiries do not impress the Commission, we need to strengthen our publicity work in Brussels. The Brussels office of Demeter International will try, along with affected producers, to gain the support and partnership of the European Consumers Protection Association (BEUC). If this succeeds, we aim to hold round-table discussions on the theme of “Food safety, vitamin supplementation and consumer freedom of choice” in Brussels in mid-September 2007, and will invite the SANCO general directorate to attend. ELIANT’s participation and support is of prime importance for this initiative. The aim of publicity work and the conference must be to persuade SANCO to reflect seriously on reviewing guideline 96/5/EG, and to put this review on its agenda as early, if possible, as 2008/2009.
Text taken from the ELIANT website http://www.eliant.eu/, emphasis added to the especially LUCID conclusion. :)
Monday, 20 August 2007
Ao picar dos sinos
Admirar o belo,
Cuidar o verdadeiro,
Adorar o sublimo,
Decidir o bom:
Eis leva o Homem
Na Vida a metas:
No agir para o justo,
No sentir para a paz,
No pensar para a luz.
E ensina a confiar
Na presença divina
Em tudo o que é:
No amplo Universo,
Nas profundezas da alma.
R. Steiner
Cuidar o verdadeiro,
Adorar o sublimo,
Decidir o bom:
Eis leva o Homem
Na Vida a metas:
No agir para o justo,
No sentir para a paz,
No pensar para a luz.
E ensina a confiar
Na presença divina
Em tudo o que é:
No amplo Universo,
Nas profundezas da alma.
R. Steiner
Saturday, 18 August 2007
Gerir o invisível?
De facto existem imensas coisas invisíveis, a um ponto que podemos mesmo dizer que o que gere transformação no mundo e o que o mantém tal como é são sobretudo coisas invisíveis.
A força da gravidade.
O calor.
A luz.
O ar.
Os pensamentos e as ideias.
Os sentimentos.
Que mais te lembras?
Faz sentido pensar no invisível quando queremos perceber o que há. Torna-se quase essêncial... Bem, é isso que a agricultura biodinâmica quer fazer ou, de facto, faz. As preparações biodinâmicas são o invisível levantado ao quadrado, em diluição homeopatica. E venha o diabo ver! Steiner criou de facto 8 preparações principais. 2 preparações para as terras e 6 para a preparação de composto. O monte de composto é o coração da quinta e por isso leva a preparação de Urtica dioica no meio. A urtiga tem propriedades relacionadas ao coração e principalmente ao sangue, por ser rica em Ferro. As outras 5 preparações para o composto são de Valeriana, Milfolho, Dente-de-leão, casca de Carvalho e Camomila. As preparações mais famosas devem ser as preparações em corno de vaca para as terras. Trata-se de duas preparações diferentes, em que se põe uma substância (bosta de vaca ou silica moída) no corno de vaca e enterra-se o corno para hibernar ou veranear na terra. A substância assim obtida é misturada durante uma hora com água, mexendo de forma a que se formem vórtices alternadamente para a esquerda e para a direita. Existem evidências de que compostos e plantas tratados com as preparações mostram de facto caracteristicas com diferenças estatisticamente significativas em relação às referências sem estes tratamentos. Havia muito para pensar e investigar sobre este tema, talvez aqui no blog venham ao de cima algumas evidências caso eu encontre coisas substancialmente relevantes.
Estive a acampar e de noite ouvia as lesmas a treparem a parede da tenda por fora e a fazerem barulho com a rádula. O lugar era escuro e como era lua nova vi as estrelas todinhas que há no céu. A via láctea só me apetecia beber, ou experimentar fazer queijo.
A força da gravidade.
O calor.
A luz.
O ar.
Os pensamentos e as ideias.
Os sentimentos.
Que mais te lembras?
Faz sentido pensar no invisível quando queremos perceber o que há. Torna-se quase essêncial... Bem, é isso que a agricultura biodinâmica quer fazer ou, de facto, faz. As preparações biodinâmicas são o invisível levantado ao quadrado, em diluição homeopatica. E venha o diabo ver! Steiner criou de facto 8 preparações principais. 2 preparações para as terras e 6 para a preparação de composto. O monte de composto é o coração da quinta e por isso leva a preparação de Urtica dioica no meio. A urtiga tem propriedades relacionadas ao coração e principalmente ao sangue, por ser rica em Ferro. As outras 5 preparações para o composto são de Valeriana, Milfolho, Dente-de-leão, casca de Carvalho e Camomila. As preparações mais famosas devem ser as preparações em corno de vaca para as terras. Trata-se de duas preparações diferentes, em que se põe uma substância (bosta de vaca ou silica moída) no corno de vaca e enterra-se o corno para hibernar ou veranear na terra. A substância assim obtida é misturada durante uma hora com água, mexendo de forma a que se formem vórtices alternadamente para a esquerda e para a direita. Existem evidências de que compostos e plantas tratados com as preparações mostram de facto caracteristicas com diferenças estatisticamente significativas em relação às referências sem estes tratamentos. Havia muito para pensar e investigar sobre este tema, talvez aqui no blog venham ao de cima algumas evidências caso eu encontre coisas substancialmente relevantes.
Estive a acampar e de noite ouvia as lesmas a treparem a parede da tenda por fora e a fazerem barulho com a rádula. O lugar era escuro e como era lua nova vi as estrelas todinhas que há no céu. A via láctea só me apetecia beber, ou experimentar fazer queijo.
Saturday, 4 August 2007
Tuesday, 26 June 2007
Lilly Kolisko
Kolisko's book "Agriculture of tomorrow" can be ordered as pdf, free of charge at:http://www.soilandhealth.org/01aglibrary/01aglibwelcome.html |
Tuesday, 15 May 2007
Growing your own and the crucial role of nutrition
"Learning to produce our own food is both essential if we are ever to truly take control of our own lives, and it is implicitly a threat to Capitalism as it makes a start towards breaking free of the cycle of supply and demand, liberating us from the role of passive consumers alienated from a real understanding of the nature of the world around us and the most important aspects of our day to day survival."
Burnett, G. in http://www.naturewise.org.uk/page.cfm
“Nutrition as it is to-day does not supply the strength necessary for manifesting the spirit in physical life. A bridge can no longer be built from thinking to will and action. Food plants no longer contain the forces people need for this.”
Ehrenfried Pfeiffer in http://www.biodynamic.org.uk/Star%20and%20Furrow.htm
Burnett, G. in http://www.naturewise.org.uk/page.cfm
“Nutrition as it is to-day does not supply the strength necessary for manifesting the spirit in physical life. A bridge can no longer be built from thinking to will and action. Food plants no longer contain the forces people need for this.”
Ehrenfried Pfeiffer in http://www.biodynamic.org.uk/Star%20and%20Furrow.htm
Saturday, 24 February 2007
O que é a trimembração do organismo social?
Texto traduzido, com cordial autorização, de URL: http://www.threefolding.freeuk.com/intro.htm
Mesmo uma análise superficial das sociedades a nível global revela que todas elas têm três funções ou esferas de actividade à volta da qual todas as outras actividades estão organizadas, são estas:
1. A esfera cultural;
2. A esfera de direito;
3. A esfera económica
Estas três esferas são mutuamente interdependentes e, antes de tomarmos consciência das suas diferenças funcionais, elas estão interligadas de uma forma que frequentemente torna a sociedade insalubre.
A esfera cultural refer-se ao que entra a sociedade humana graças ao exercício da actividade espiritual humana, como o pensamento, o juízo moral e a creatividade. Aqui incluimos as artes, investigação científica, religião, educação, invenção e empreendedorismo.
A esfera de direito concerne o reconhecimento de direitos fundamentais que gerem as interacções entre todos os seres humanos. Esta esfera engloba a acção legislativa, governação e representação de pessoas, e coincide com a vida política na sua forma mais pura.
A esfera económica refere-se à transofrmação dos produtos da natureza em produtos adequados ao uso humano.Tudo desde a aquisição dos produtos da natureza (por ex. Extração mineira e caça) a agricultura, manufactura e comércio e o uso final (consumo) fazem parte desta esfera.
Cada uma destas esferas possui um Leitmotif ou ideal:
Na esfera cultural – liberdade;
Na esfera de direito – igualdade;
Na esfera económica – fraternidade.
Nesta tripartição functional das três esferas está todo o motivo pela trimembração do organismo social. Se o ideal de uma esfera é mal aplicado a outras esferas, resulta num organismo social insalubre. Três, de muitos exemplos, irão ilustrar isto adequadamente. Se a esfera de direito, de governância, determina o curriculo escolar, a liberdade de educação é comprometida. Se liberdade é assegurada na esfera económica, devido à natureza da actividade económica, os actos menos cuidados são perpetuados, geralmente contra os membros mais fracos da sociedade. E, para dar um exemplo mais extremo mas não impensável, muito da capacidade de uma sociedade de criar riqueza seria comprometido se os meios de produção económica fossem distribuidos igualmente entre todos os membros da sociedade, em vez de os atribuir a quem sabe dar o melhor uso a estes.
Em adição às três diferenças funcionais fundamentais do organismo social, um todo complexo de interrelações existe, tal como no ser humano as actividades de pensar, sentir e querer estão interdependentes[1]. A esfera económica, que é hoje em dia crescentemente global, necessita de governação. O processo de fazer leis requer o excercício de juizo moral. De facto, os ideais incorporados nas leis resultam de intuições morais, a actividade espiritual livre dos indivíduos. A vida cultural não consegue sobreviver sem as ofertas dadas a esta, que têm origem na riqueza criada pela vida económica. Apenas temos de pensar na educação, nas instituições de investigação científica ou em igrejas. A liberdade na educação e a liberdade religiosa não podem florir enquanto não estiverem legalmente asseguradas. A criação de riqueza depende de inputs da actividade espiritual, criativa de indivíduos, tal como inventores e empreendedores. Muitas outras interrelações poderiam ser acrescentadas, que em conjunto ou separadamente, não comprometem a diferenciação funcional das três esferas sociais.
Este pequeno texto serve apenas como introdução à trimembração do organismo social. As ideias apresentadas aqui não são elas próprias novas entre certos pensadores sobre a sociedade. De facto o lema “Liberdade, igualdade e fraternidade” é facilmente reconhecível como aqueles valores que inspiraram a Revolução Francesa. E existe mais do que uma dica sobre o reconhecimento das diferentes esferas sociais na estoria de Goethe “A serpente verde e a bela lilia”, em que ele retrata o “rei confuso” como fraco.
Para um tratamento mais detalhado sobre a trimembração social, por favor, consulte os artigos e livros do website http://www.threefolding.freeuk.com/intro.htm, do qual o presente texto é uma tradução e, sobretudo, o livro Towards Social Renewal de Rudolf Steiner (Rudolf Steiner Press, London.1977).
[1] Para um retrato da tripartição do ser humano veja “The case for Anthroposophy” de Owen Barfield, Rudolf Steiner Press, 1970, que contém uma parte de uma tradução de “Von Seelenraetseln” de Rudolf Steiner (1917, GA21).
Mesmo uma análise superficial das sociedades a nível global revela que todas elas têm três funções ou esferas de actividade à volta da qual todas as outras actividades estão organizadas, são estas:
1. A esfera cultural;
2. A esfera de direito;
3. A esfera económica
Estas três esferas são mutuamente interdependentes e, antes de tomarmos consciência das suas diferenças funcionais, elas estão interligadas de uma forma que frequentemente torna a sociedade insalubre.
A esfera cultural refer-se ao que entra a sociedade humana graças ao exercício da actividade espiritual humana, como o pensamento, o juízo moral e a creatividade. Aqui incluimos as artes, investigação científica, religião, educação, invenção e empreendedorismo.
A esfera de direito concerne o reconhecimento de direitos fundamentais que gerem as interacções entre todos os seres humanos. Esta esfera engloba a acção legislativa, governação e representação de pessoas, e coincide com a vida política na sua forma mais pura.
A esfera económica refere-se à transofrmação dos produtos da natureza em produtos adequados ao uso humano.Tudo desde a aquisição dos produtos da natureza (por ex. Extração mineira e caça) a agricultura, manufactura e comércio e o uso final (consumo) fazem parte desta esfera.
Cada uma destas esferas possui um Leitmotif ou ideal:
Na esfera cultural – liberdade;
Na esfera de direito – igualdade;
Na esfera económica – fraternidade.
Nesta tripartição functional das três esferas está todo o motivo pela trimembração do organismo social. Se o ideal de uma esfera é mal aplicado a outras esferas, resulta num organismo social insalubre. Três, de muitos exemplos, irão ilustrar isto adequadamente. Se a esfera de direito, de governância, determina o curriculo escolar, a liberdade de educação é comprometida. Se liberdade é assegurada na esfera económica, devido à natureza da actividade económica, os actos menos cuidados são perpetuados, geralmente contra os membros mais fracos da sociedade. E, para dar um exemplo mais extremo mas não impensável, muito da capacidade de uma sociedade de criar riqueza seria comprometido se os meios de produção económica fossem distribuidos igualmente entre todos os membros da sociedade, em vez de os atribuir a quem sabe dar o melhor uso a estes.
Em adição às três diferenças funcionais fundamentais do organismo social, um todo complexo de interrelações existe, tal como no ser humano as actividades de pensar, sentir e querer estão interdependentes[1]. A esfera económica, que é hoje em dia crescentemente global, necessita de governação. O processo de fazer leis requer o excercício de juizo moral. De facto, os ideais incorporados nas leis resultam de intuições morais, a actividade espiritual livre dos indivíduos. A vida cultural não consegue sobreviver sem as ofertas dadas a esta, que têm origem na riqueza criada pela vida económica. Apenas temos de pensar na educação, nas instituições de investigação científica ou em igrejas. A liberdade na educação e a liberdade religiosa não podem florir enquanto não estiverem legalmente asseguradas. A criação de riqueza depende de inputs da actividade espiritual, criativa de indivíduos, tal como inventores e empreendedores. Muitas outras interrelações poderiam ser acrescentadas, que em conjunto ou separadamente, não comprometem a diferenciação funcional das três esferas sociais.
Este pequeno texto serve apenas como introdução à trimembração do organismo social. As ideias apresentadas aqui não são elas próprias novas entre certos pensadores sobre a sociedade. De facto o lema “Liberdade, igualdade e fraternidade” é facilmente reconhecível como aqueles valores que inspiraram a Revolução Francesa. E existe mais do que uma dica sobre o reconhecimento das diferentes esferas sociais na estoria de Goethe “A serpente verde e a bela lilia”, em que ele retrata o “rei confuso” como fraco.
Para um tratamento mais detalhado sobre a trimembração social, por favor, consulte os artigos e livros do website http://www.threefolding.freeuk.com/intro.htm, do qual o presente texto é uma tradução e, sobretudo, o livro Towards Social Renewal de Rudolf Steiner (Rudolf Steiner Press, London.1977).
[1] Para um retrato da tripartição do ser humano veja “The case for Anthroposophy” de Owen Barfield, Rudolf Steiner Press, 1970, que contém uma parte de uma tradução de “Von Seelenraetseln” de Rudolf Steiner (1917, GA21).
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