ABSTRACT
The decline of sustainable agricultural livelihoods has been a feature accompanying economic development all over the world. In Portugal, the decline has been particularly severe over the last century, leading to the displacement of the rural population and to environmental, economic and social losses. Action to address the problem so far has been unsystematic and largely limited to the amelioration of symptoms.
This study contributes to the development of a grounded understanding of the causes and consequences of agricultural marginalisation in Portugal, in order to find entry points to overcome the current impasse.
A Grounded Theory approach was used to study threats to farm viability and consequences for rural livelihoods. The social context of agricultural marginalisation was explored and the potential for developing Alternative Agri-Food Networks to improve farm viability was assessed. The perspectives on agricultural marginalisation of stakeholders from the agricultural and rural development sectors were recorded and the implications for future developments were discussed.
The results show that a limited problematisation of agricultural land abandonment and the endorsement of the ‘ideology of economic development ’ by both, the rural populations and policy-makers, has kept agricultural marginalisation off the political agenda, despite 25% of the country experiencing extreme marginalisation. Action by the affected population itself is limited, and constrained by economic, legal and socio-cultural factors. A number of measures that could be pursued at various levels of agency are proposed and possible future developments are discussed.
Problematising agricultural marginalisation and challenging the illusion of the inevitability of agricultural decline will be essential to empower stakeholders to transform current drivers of marginalisation and develop more sustainable agri-food systems.
- done -
Friday, 18 February 2011
Monday, 14 February 2011
Monday, 24 January 2011
5+10=7
Como é que estas coisas ainda me chocam?
Já devia estar habituadíssima. Mas quando leio doublespeak político dá me uma coisa má.
Agora li que o período de transição da integração da agricultura Portuguesa na PAC estava previsto inicialmente para 5 anos, até 1991, com mais 5 anos de prolongamento. Esses mais 5 anos de prolongamento foram depois alongados para 10. Yippie, soa bem. Mas depois as "medidas de transição" de facto adoptadas corresponderam mais ou menos ao equivalente a acabar o período de transição em 1993, ou seja 3 anos a menos do inicialmente previsto.
Vamos ver a equação que explica isto:
1986+5=1991 <=> 1991+10=2001 <=>
5+10=15 <=>
1986+15 anos período de transição=1993 <=>
Logo 5+10=7
Já devia estar habituadíssima. Mas quando leio doublespeak político dá me uma coisa má.
Agora li que o período de transição da integração da agricultura Portuguesa na PAC estava previsto inicialmente para 5 anos, até 1991, com mais 5 anos de prolongamento. Esses mais 5 anos de prolongamento foram depois alongados para 10. Yippie, soa bem. Mas depois as "medidas de transição" de facto adoptadas corresponderam mais ou menos ao equivalente a acabar o período de transição em 1993, ou seja 3 anos a menos do inicialmente previsto.
Vamos ver a equação que explica isto:
1986+5=1991 <=> 1991+10=2001 <=>
5+10=15 <=>
1986+15 anos período de transição=1993 <=>
Logo 5+10=7
Palavra voraz
"A seguinte reforma da PAC, com a simbólica designação de AGENDA 2000, representou um aprofundamento e ampliação desta reforma de 1992, reforçando os objectivos de competitividade, de multifuncionalidade e de sustentabilidade da agricultura da já União Europeia (UE)."
Como é que se pode ter estas 3 palavras na mesma frase? Não é óbvio que vão começar a batalhar, estando assim escritos no papel, e a competitividade vai devorar todo o resto? Como é que uma mixórdia incompatível destas consegue ser discurso político corrente?
Como é que se pode ter estas 3 palavras na mesma frase? Não é óbvio que vão começar a batalhar, estando assim escritos no papel, e a competitividade vai devorar todo o resto? Como é que uma mixórdia incompatível destas consegue ser discurso político corrente?
Wednesday, 12 January 2011
Food regime analysis
'Food regime analysis' is the name given to the most amazing research literature on the historic governance of the agri-food system. Don't miss out! Key authors are Philipp McMichael, Harriet Friedmann and Tony Weis.
If I ever again have some spare time to blog I will sum it up for the Portuguese audience...
Just an extract of how it all started...
"In this stage early states have appropriated rights to land, thereby excluding the preceding population from access to it by force."
Seems impossible, doesn't it? Unfortunately also seems to be pure fact.
If I ever again have some spare time to blog I will sum it up for the Portuguese audience...
Just an extract of how it all started...
"In this stage early states have appropriated rights to land, thereby excluding the preceding population from access to it by force."
Seems impossible, doesn't it? Unfortunately also seems to be pure fact.
Monday, 20 December 2010
Subsídios aumentaram rendimento agrícola em 2010
"Segundo a primeira estimativa das Contas Económicas da Agricultura para 2010, o Rendimento da Actividade Agrícola em Portugal, por unidade de trabalho, deverá ter crescido 6,8%, em termos reais, relativamente a 2009. Apesar da pequena redução nominal do Valor Acrescentado Bruto (-0,6%), o Rendimento de Factores deverá ter aumentado 5,7%, em virtude do acréscimo em 21,0% dos Outros Subsídios à Produção. O Volume de mão de-obra agrícola deverá ter continuado a diminuir (-1,9%)."
(INE, 2010)
(INE, 2010)
Investimento público à toa
Parece que foi um jornalista do Jornal "O crime" que inventou...mas infelizmente não; é realidade. Será que é mais uma vez a UE a pagar e por isso os responsáveis não querem saber se o investimento faz sentido ou não?
COMUNICADO DE IMPRENSA da LPN
*Mini-hídrica a construir no Rio Mondego invalida investimento de 3,5 milhões em passagem para peixes migradores*
*Foi este ano adjudicada a obra para a construção de uma escada para a passagem de peixes migradores no Açude-ponte em Coimbra, que representará um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros. Atendendo a que o objectivo desta obra é garantir o acesso de espécies como a lampreia-marinha, o sável e a savelha às suas áreas de reprodução, foi com grande surpresa que a LPN constatou o lançamento recente de um concurso público, para a construção de uma mini-hídrica a cerca de 15 km a montante deste açude.*
A construção de barragens e açudes ao longo de todas as bacias hidrográficas nacionais tem vindo a constituir uma ameaça à conservação de diversas espécies de peixes, em particular as espécies que efectuam migrações entre o mar e os rios para completarem o seu ciclo de vida.
É o caso da lampreia-marinha, do sável e da savelha, que se reproduzem nos rios, mas migram para o mar, onde desenvolvem grande parte da sua vida adulta. Ao contrário destas, a enguia reproduz-se no mar e os juvenis sobem os rios, onde se vão desenvolver até à fase de migração para reprodução. As barragens e açudes são obstáculos físicos à migração destas espécies, uma vez que muito raramente conseguem ultrapassar estas barreiras, representando por isso uma ameaça à conservação das mesmas.
Uma das medidas mais eficientes para a preservação destas espécies é evitar a implementação destas estruturas a jusante das áreas de reprodução daquelas espécies e, quando as mesmas já existem, a construção de dispositivos que permitam a sua transposição, como as escadas e elevadores para peixes, de que é exemplo a passagem para peixes que está a ser construída no
Açude-Ponte em Coimbra. Este investimento no açude justificou-se devido à importância do Rio Mondego para a reprodução das espécies migradoras, que não conseguiam ultrapassar aquela infra-estrutura localizada a apenas 35 km da foz do troço principal do Mondego e que, com passagem assegurada, passarão a dispor de mais cerca de 40 km nesta bacia hidrográfica, que incluirão, para além do troço principal do Mondego, os rios Ceira e Alva.
Foi com grande surpresa que a LPN teve conhecimento do lançamento de um concurso público para construção de uma mini-hídrica a cerca de 15 km a montante do Açude-Ponte (D.R. II Série, 201/2010 de 15 de Outubro) com a finalidade de produção de energia hidroeléctrica e captação de água. O lançamento desta obra pela Administração de Região Hidrográfica do Centro é uma perfeita contradição pois anula quase por completo os efeitos conservacionistas positivos da construção da passagem para peixes no Açude-Ponte em Coimbra, promovida pelo Instituto da Água.
A LPN acredita que esta iniciativa possa ter resultado de alguma falha de comunicação entre as várias entidades do Ministério do Ambiente, pelo que espera que o concurso público para construção da mini-hídrica venha a ser anulado em breve.
Lisboa, 24 de Novembro de 2010
*A Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza*
COMUNICADO DE IMPRENSA da LPN
*Mini-hídrica a construir no Rio Mondego invalida investimento de 3,5 milhões em passagem para peixes migradores*
*Foi este ano adjudicada a obra para a construção de uma escada para a passagem de peixes migradores no Açude-ponte em Coimbra, que representará um investimento de cerca de 3,5 milhões de euros. Atendendo a que o objectivo desta obra é garantir o acesso de espécies como a lampreia-marinha, o sável e a savelha às suas áreas de reprodução, foi com grande surpresa que a LPN constatou o lançamento recente de um concurso público, para a construção de uma mini-hídrica a cerca de 15 km a montante deste açude.*
A construção de barragens e açudes ao longo de todas as bacias hidrográficas nacionais tem vindo a constituir uma ameaça à conservação de diversas espécies de peixes, em particular as espécies que efectuam migrações entre o mar e os rios para completarem o seu ciclo de vida.
É o caso da lampreia-marinha, do sável e da savelha, que se reproduzem nos rios, mas migram para o mar, onde desenvolvem grande parte da sua vida adulta. Ao contrário destas, a enguia reproduz-se no mar e os juvenis sobem os rios, onde se vão desenvolver até à fase de migração para reprodução. As barragens e açudes são obstáculos físicos à migração destas espécies, uma vez que muito raramente conseguem ultrapassar estas barreiras, representando por isso uma ameaça à conservação das mesmas.
Uma das medidas mais eficientes para a preservação destas espécies é evitar a implementação destas estruturas a jusante das áreas de reprodução daquelas espécies e, quando as mesmas já existem, a construção de dispositivos que permitam a sua transposição, como as escadas e elevadores para peixes, de que é exemplo a passagem para peixes que está a ser construída no
Açude-Ponte em Coimbra. Este investimento no açude justificou-se devido à importância do Rio Mondego para a reprodução das espécies migradoras, que não conseguiam ultrapassar aquela infra-estrutura localizada a apenas 35 km da foz do troço principal do Mondego e que, com passagem assegurada, passarão a dispor de mais cerca de 40 km nesta bacia hidrográfica, que incluirão, para além do troço principal do Mondego, os rios Ceira e Alva.
Foi com grande surpresa que a LPN teve conhecimento do lançamento de um concurso público para construção de uma mini-hídrica a cerca de 15 km a montante do Açude-Ponte (D.R. II Série, 201/2010 de 15 de Outubro) com a finalidade de produção de energia hidroeléctrica e captação de água. O lançamento desta obra pela Administração de Região Hidrográfica do Centro é uma perfeita contradição pois anula quase por completo os efeitos conservacionistas positivos da construção da passagem para peixes no Açude-Ponte em Coimbra, promovida pelo Instituto da Água.
A LPN acredita que esta iniciativa possa ter resultado de alguma falha de comunicação entre as várias entidades do Ministério do Ambiente, pelo que espera que o concurso público para construção da mini-hídrica venha a ser anulado em breve.
Lisboa, 24 de Novembro de 2010
*A Direcção Nacional da Liga para a Protecção da Natureza*
Subscribe to:
Posts (Atom)