Als ich noch ein Knabe war,
Sperrte man mich ein;
Und so saß ich manches Jahr
Über mir allein,
Wie im Mutterleib.
Doch du warst mein Zeitvertreib,
Goldne Phantasie,
Und ich war ein warmer Held,
Wie der Prinz Pipi,
Und durchzog die Welt.
Baute manch kristallen Schloß
Und zerstört es auch,
Warf mein blinkendes Geschoß
Drachen durch den Bauch,
Ja, ich war ein Mann!
Ritterlich befreit ich dann
Die Prinzessin Fisch;
Sie war gar zu obligeant,
Führte mich zu Tisch,
Und ich war galant.
Und ihr Kuß war Götterbrot,
Glühend wie der Wein.
Ach! Ich liebte fast mich tot!
Rings mit Sonnenschein
War sie emailliert.
Ach! wer hat sie mir entführt?
Hielt kein Zauberband
Sie zurück vom schnellen Fliehn?
Sagt, wo ist ihr Land?
Wo der Weg dahin?
J.W. Goethe
Friday, 30 November 2007
Thursday, 29 November 2007
Good, old books
A library full of free books on agriculture, health, voluntary simplicity. The section "Radical agriculture" is worthwhile for sure, there you will grin at the description of Fukuoka's "One straw revolution", as I did.
http://www.soilandhealth.org/
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Wednesday, 28 November 2007
Nova lei OGM's
Comunicado da Plataforma Transgenicos Fora
Hipocrisia em forma de lei
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CRIA SEGURO DE PROTECÇÃO ÀS CULTURAS DE MILHO TRANSGÉNICO
Foi hoje publicado o Decreto-Lei 387/2007 relativo ao Fundo de Compensação destinado a indemnizar danos económicos causados pelo cultivo de milho transgénico. O governo português reconhece assim formalmente que a introdução de variedades geneticamente modificadas pode levar à contaminação da agricultura portuguesa, e que essa contaminação acarreta prejuízos concretos.No entanto, a letra da lei falha redondamente o espírito da lei e o 387/2007, em vez de garantir protecção efectiva e integral às vítimas da contaminação, redefine prejuízo económico por forma a excluir quase todos os casos possíveis. Com efeito, e de acordo com este Decreto-Lei, não há direito legal a indemnização via Fundo de Compensação se: - o terreno contaminante e contaminado distarem mais de 200 metros [muito embora a investigação do governo ter já encontrado contaminação de 1,4% a 250 metros]; - o produtor prejudicado cultivar variedades regionais [muito embora estas constituam o nosso mais precioso património agrícola]; - a contaminação estiver abaixo de 0,9% [muito embora todos os produtores biológicos e alguns convencionais percam certificação e/ou contratos mesmo com contaminações inferiores]; - a descoberta da contaminação acontecer depois de 31 de Dezembro; - não for possível demonstrar a perda de contrato, ou seja, se a contaminação for detectada antes de o contrato ter sido acordado; - o prejudicado for um apicultor, cuja exportação ou venda de mel seja cancelada devido à presença de pólen transgénico; - a contaminação for devida a más práticas de quem cultivou milho transgénico.Para além dos casos evidentes de prejuízo não contemplados neste Decreto-Lei existe também um enviesamento marcado a favor da engenharia genética e das sementes contaminantes: - a ANSEME, Associação Nacional dos Productores e Comerciantes de Sementes, representa as empresas que vendem as sementes transgénicas e como tal é parte interessada em todos os processos e queixas que envolvam os seus produtos... mas, em flagrante conflito de interesses, a ANSEME vai fazer parte do Grupo de Avaliação que ajuizará e atribuirá indemnizações;- esse mesmo Grupo de Avaliação não inclui qualquer representante da fileira da agricultura biológica, a primeira e mais imediata vítima da contaminação, nem da sociedade civil, muito embora inclua a indústria alimentar e de rações; - hectare por hectare, a taxa a cobrar aos utilizadores de transgénicos (4 euros por hectare) vai ser frequentemente muito inferior à taxa que os produtores vitimados terão de pagar só para que a sua queixa possa dar entrada e ser considerada (que é de 100 euros por cada pedido); - mesmo que a queixa seja atendida, o Decreto-Lei não garante que o produtor receba toda a compensação a que tem direito uma vez que a indemnização efectiva depende dos fundos disponíveis em cada ano; - o preço das análises exigidas é muito elevado (pode rondar os 450 euros por amostra, fora o custo da deslocação e amostragem) e, no caso de a queixa ser indeferida, não é ressarcido; - para pequenos produtores, de dimensão familiar, o investimento em planos regulares de monitorização de contaminação e processos de queixa quando essa contaminação se verifique é simplesmente incomportável e impede qualquer tentativa de busca da compensação; - quando variedades regionais aparecerem contaminadas não está prevista qualquer medida de descontaminação ou protecção do germoplasma nacional.A machadada final nas expectativas que poderiam existir em torno deste Fundo de Compensação está na exigência de que os queixosos prescindam de qualquer outro modo de compensação financeira. Esta medida efectivamente representa um seguro de protecção às actividades da indústria da engenharia genética em Portugal, que assim recebe garantias de que, qualquer que seja a extensão do prejuízo, nunca receberá a factura real e apenas pagará os simbólicos 4 euros por hectare.
De notar que, para o caso de 2007 em que foram cultivados 4263 hectares de milho transgénico, o Fundo de Compensação receberia 17 052 euros. Este valor não é suficiente sequer para cobrir o custo de 40 análises, fora o prejuízo propriamente dito da desvalorização efectiva da produção, e não se prevê qualquer mecanismo para aumento da taxa que o financia.
O Decreto-Lei 387/2007 permite ao governo e à indústria uma última ironia: afirmar, dentro de pouco anos, que o cultivo de milho transgénico em Portugal é um sucesso na medida em que o Fundo de Compensação não está a ser utilizado. Infelizmente conhecem-se desde já as razões dessa não utilização.
Hipocrisia em forma de lei
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA CRIA SEGURO DE PROTECÇÃO ÀS CULTURAS DE MILHO TRANSGÉNICO
Foi hoje publicado o Decreto-Lei 387/2007 relativo ao Fundo de Compensação destinado a indemnizar danos económicos causados pelo cultivo de milho transgénico. O governo português reconhece assim formalmente que a introdução de variedades geneticamente modificadas pode levar à contaminação da agricultura portuguesa, e que essa contaminação acarreta prejuízos concretos.No entanto, a letra da lei falha redondamente o espírito da lei e o 387/2007, em vez de garantir protecção efectiva e integral às vítimas da contaminação, redefine prejuízo económico por forma a excluir quase todos os casos possíveis. Com efeito, e de acordo com este Decreto-Lei, não há direito legal a indemnização via Fundo de Compensação se: - o terreno contaminante e contaminado distarem mais de 200 metros [muito embora a investigação do governo ter já encontrado contaminação de 1,4% a 250 metros]; - o produtor prejudicado cultivar variedades regionais [muito embora estas constituam o nosso mais precioso património agrícola]; - a contaminação estiver abaixo de 0,9% [muito embora todos os produtores biológicos e alguns convencionais percam certificação e/ou contratos mesmo com contaminações inferiores]; - a descoberta da contaminação acontecer depois de 31 de Dezembro; - não for possível demonstrar a perda de contrato, ou seja, se a contaminação for detectada antes de o contrato ter sido acordado; - o prejudicado for um apicultor, cuja exportação ou venda de mel seja cancelada devido à presença de pólen transgénico; - a contaminação for devida a más práticas de quem cultivou milho transgénico.Para além dos casos evidentes de prejuízo não contemplados neste Decreto-Lei existe também um enviesamento marcado a favor da engenharia genética e das sementes contaminantes: - a ANSEME, Associação Nacional dos Productores e Comerciantes de Sementes, representa as empresas que vendem as sementes transgénicas e como tal é parte interessada em todos os processos e queixas que envolvam os seus produtos... mas, em flagrante conflito de interesses, a ANSEME vai fazer parte do Grupo de Avaliação que ajuizará e atribuirá indemnizações;- esse mesmo Grupo de Avaliação não inclui qualquer representante da fileira da agricultura biológica, a primeira e mais imediata vítima da contaminação, nem da sociedade civil, muito embora inclua a indústria alimentar e de rações; - hectare por hectare, a taxa a cobrar aos utilizadores de transgénicos (4 euros por hectare) vai ser frequentemente muito inferior à taxa que os produtores vitimados terão de pagar só para que a sua queixa possa dar entrada e ser considerada (que é de 100 euros por cada pedido); - mesmo que a queixa seja atendida, o Decreto-Lei não garante que o produtor receba toda a compensação a que tem direito uma vez que a indemnização efectiva depende dos fundos disponíveis em cada ano; - o preço das análises exigidas é muito elevado (pode rondar os 450 euros por amostra, fora o custo da deslocação e amostragem) e, no caso de a queixa ser indeferida, não é ressarcido; - para pequenos produtores, de dimensão familiar, o investimento em planos regulares de monitorização de contaminação e processos de queixa quando essa contaminação se verifique é simplesmente incomportável e impede qualquer tentativa de busca da compensação; - quando variedades regionais aparecerem contaminadas não está prevista qualquer medida de descontaminação ou protecção do germoplasma nacional.A machadada final nas expectativas que poderiam existir em torno deste Fundo de Compensação está na exigência de que os queixosos prescindam de qualquer outro modo de compensação financeira. Esta medida efectivamente representa um seguro de protecção às actividades da indústria da engenharia genética em Portugal, que assim recebe garantias de que, qualquer que seja a extensão do prejuízo, nunca receberá a factura real e apenas pagará os simbólicos 4 euros por hectare.
De notar que, para o caso de 2007 em que foram cultivados 4263 hectares de milho transgénico, o Fundo de Compensação receberia 17 052 euros. Este valor não é suficiente sequer para cobrir o custo de 40 análises, fora o prejuízo propriamente dito da desvalorização efectiva da produção, e não se prevê qualquer mecanismo para aumento da taxa que o financia.
O Decreto-Lei 387/2007 permite ao governo e à indústria uma última ironia: afirmar, dentro de pouco anos, que o cultivo de milho transgénico em Portugal é um sucesso na medida em que o Fundo de Compensação não está a ser utilizado. Infelizmente conhecem-se desde já as razões dessa não utilização.
O caso de Cambarinho
Cambarinho é uma pequena aldeia na Serra do Caramulo, no concelho de Vouzela. É conhceida entre amantes da natureza pela presença de Rhododendron ponticum nas margens de uma ribeira, constituindo a Reserva Botânica de Cambarinho.
As casas da aldeia ficam situadas numa encosta norte, seguem os campos agrícolas no vale, sendo a área explorada limitada pelo corte feito pela autoestrada A25, a norte da qual os terrenos pertencentes a habitantes da aldeia estão abandonados ou têm plantações florestais que necessitam de pouco maneio.
Agora acontece que na vila a sul de Cambarinho, Campia, se instalou uma zona industrial. Os camiões acedem esta zona industrial vindo pela autoestrada e atravessando Cambarinho. A estrada da aldeia não é muito larga e tem algumas curvas estreitas em que o cruzamento de camiões é difícil.
Já há bastante tempo considera-se a construção de uma estrada alternativa para a zona industrial. A sua construção foi mesmo assegurada no PDM do início dos anos 1990, através da designação de um trexo dos terrenos agrícolas como zona urbana. Na altura esta vaga ideia e a discussão do PDM não levou à intervenção da população local, mas agora que a Câmara Municipal de Vouzela quer avançar com a construção da estrada, os habitantes de Cambarinho estudam e temem o impacto que essa obra irá ter sobre os seus terrenos agrícolas.
Os habitantes da aldeia são sobretudo agricultores familiares, muitos deles já em idade de reforma, mas que, mesmo assim, continuam a produzir e a manter a paisagem agrícola e os conhecimentos ecológicos e culturais associados a esta. A produção agrícola também ajuda a complementar uma reforma reduzida ou ordenados baixos e mantém os Cambarinhenses mais idosos em forma, mental- e físicamente, estando ocupados com uma actividade sã e tranquila.
A construção de uma estrada a atravessar os terrenos agrícolas iria ter um impacto enorme sobre os modos de vida da população local. Primeiro, a largura da estrada em sí já afectaria uma grande área dos terrenos agrícolas, mas, segundo, a obra iria interferir com o curso de água, que é essencial para a fertilidade daquele sistema agrícola, potencialmente tornando toda a área imprópria para a continuação da agricultura. Os habitantes locais também temem que a travessia da estrada planeada causará problemas, tal como aconteceu com a A25. Existem pouquissimas passagens para peões, o que implica que os agricultores têm que percorrer por vezes vários Km de distância para chegar aos seus terrenos. Então levar as cabras ao pasto ou ir com a burra buscar mato ao outro lado da estrada já não compensa para muitos.
Os habitantes de Cambarinho formaram uma associação para defender os seus terrenos agrícolas da construção da estrada; a Associação de Defesa dos Interesses da Cambarinho (ADICA), - “absolutamente ridícula” aos olhos do presidente da Câmara que insiste que é só uma minoria dos habitantes da aldeia que não concorda com o troço definido pela Câmara Muncipal.
Os membros da ADICA defendem que a estrada se deveria construir do lado Este da aldeia, entre a aldeia e a Reserva Botânica. No entanto, o efeito que esta estrada poderia ter sobre a Reserva Botânica deixa associações ambientalistas reticentes em apoiar a ADICA, embora a mais valia ecológica e social da continuação de práticas agrícolas tradicionais seja reconhecida.
A questão do troço da nova estrada foi bastante debatida. A Câmara Muncipal insiste que o troço entre a aldeia e a Reserva não será fazível devido ao declive elevado, que iria comprometer os fundos da UE, que a Câmara quer aceder para a execução da obra. No entanto, a ADICA mantêm que a inlcinação não é tão elevada como a Câmara adiantou e insiste que um estudo sério desta opção deveria ser feito. Entretanto a Câmara está decidida em construir a estrada pela zona de Reserva Agrícola desanexada para este popoósito e os residentes de Cambarinho já exigem apenas uma compensação justa.
Esta situação é bastante desconsoladora, visto a industrialização do meio rural acelerar a decadência da cultura tradicional e dos meios de vida mais sustentáveis, e não haver modos legais específicos que previnam que o interesse no progresso industrial venca os interesses mais ecologicamente e socialmente sustentaveis da população local.
Agricultora mostra os terrenos agrícolas que seriam destruidos pela estrada, do alto da aldeia.
As casas da aldeia ficam situadas numa encosta norte, seguem os campos agrícolas no vale, sendo a área explorada limitada pelo corte feito pela autoestrada A25, a norte da qual os terrenos pertencentes a habitantes da aldeia estão abandonados ou têm plantações florestais que necessitam de pouco maneio.
Agora acontece que na vila a sul de Cambarinho, Campia, se instalou uma zona industrial. Os camiões acedem esta zona industrial vindo pela autoestrada e atravessando Cambarinho. A estrada da aldeia não é muito larga e tem algumas curvas estreitas em que o cruzamento de camiões é difícil.
Já há bastante tempo considera-se a construção de uma estrada alternativa para a zona industrial. A sua construção foi mesmo assegurada no PDM do início dos anos 1990, através da designação de um trexo dos terrenos agrícolas como zona urbana. Na altura esta vaga ideia e a discussão do PDM não levou à intervenção da população local, mas agora que a Câmara Municipal de Vouzela quer avançar com a construção da estrada, os habitantes de Cambarinho estudam e temem o impacto que essa obra irá ter sobre os seus terrenos agrícolas.
Os habitantes da aldeia são sobretudo agricultores familiares, muitos deles já em idade de reforma, mas que, mesmo assim, continuam a produzir e a manter a paisagem agrícola e os conhecimentos ecológicos e culturais associados a esta. A produção agrícola também ajuda a complementar uma reforma reduzida ou ordenados baixos e mantém os Cambarinhenses mais idosos em forma, mental- e físicamente, estando ocupados com uma actividade sã e tranquila.
A construção de uma estrada a atravessar os terrenos agrícolas iria ter um impacto enorme sobre os modos de vida da população local. Primeiro, a largura da estrada em sí já afectaria uma grande área dos terrenos agrícolas, mas, segundo, a obra iria interferir com o curso de água, que é essencial para a fertilidade daquele sistema agrícola, potencialmente tornando toda a área imprópria para a continuação da agricultura. Os habitantes locais também temem que a travessia da estrada planeada causará problemas, tal como aconteceu com a A25. Existem pouquissimas passagens para peões, o que implica que os agricultores têm que percorrer por vezes vários Km de distância para chegar aos seus terrenos. Então levar as cabras ao pasto ou ir com a burra buscar mato ao outro lado da estrada já não compensa para muitos.
Os habitantes de Cambarinho formaram uma associação para defender os seus terrenos agrícolas da construção da estrada; a Associação de Defesa dos Interesses da Cambarinho (ADICA), - “absolutamente ridícula” aos olhos do presidente da Câmara que insiste que é só uma minoria dos habitantes da aldeia que não concorda com o troço definido pela Câmara Muncipal.
Os membros da ADICA defendem que a estrada se deveria construir do lado Este da aldeia, entre a aldeia e a Reserva Botânica. No entanto, o efeito que esta estrada poderia ter sobre a Reserva Botânica deixa associações ambientalistas reticentes em apoiar a ADICA, embora a mais valia ecológica e social da continuação de práticas agrícolas tradicionais seja reconhecida.
A questão do troço da nova estrada foi bastante debatida. A Câmara Muncipal insiste que o troço entre a aldeia e a Reserva não será fazível devido ao declive elevado, que iria comprometer os fundos da UE, que a Câmara quer aceder para a execução da obra. No entanto, a ADICA mantêm que a inlcinação não é tão elevada como a Câmara adiantou e insiste que um estudo sério desta opção deveria ser feito. Entretanto a Câmara está decidida em construir a estrada pela zona de Reserva Agrícola desanexada para este popoósito e os residentes de Cambarinho já exigem apenas uma compensação justa.
Esta situação é bastante desconsoladora, visto a industrialização do meio rural acelerar a decadência da cultura tradicional e dos meios de vida mais sustentáveis, e não haver modos legais específicos que previnam que o interesse no progresso industrial venca os interesses mais ecologicamente e socialmente sustentaveis da população local.
Agricultora mostra os terrenos agrícolas que seriam destruidos pela estrada, do alto da aldeia.
Tuesday, 27 November 2007
The forgotten obvious
"Was will Damaschke? Er nimmt sich die Bodenfrage vor, er denkt darueber nach, und aus dem Nachdenken heraus soll die Bodenfrage geloest werden. Meine sehr verehrten Anwesenden, aus dem Nachdenken heraus werden gar keine realen Dinge geloest."
Steiner (1920) Die Bodenfrage vom Standpunkte der Dreigliederung.
Steiner (1920) Die Bodenfrage vom Standpunkte der Dreigliederung.
Can't stand it
"Wir sind im ganzen Verlauf der neueren Menschheitsentwicklung dazu gekommen, gewisse Einrichtungen einfach aus der Art, wie wir heute denken, nicht mehr zu ertragen."
R. Steiner 20 Juni 1920
Meaning something along the lines: "in the natural curse of human evolution we came to the point that we cannot stand certain institutions anymore, simply out of the way we think today."
R. Steiner 20 Juni 1920
Meaning something along the lines: "in the natural curse of human evolution we came to the point that we cannot stand certain institutions anymore, simply out of the way we think today."
Monday, 26 November 2007
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